Fonte: DefiPlanet
Título Original: Coreia do Sul Considera Congelamento Preventivo de Contas de Criptomoedas Ligadas a Manipulação de Mercado
Link Original:
Resumo Rápido
A Coreia do Sul está a considerar congelar contas de criptomoedas suspeitas de manipulação de preços antes que os fundos sejam movimentados
Os reguladores querem ferramentas de fiscalização de criptomoedas semelhantes às usadas no mercado de ações
A medida faz parte de um esforço mais amplo para reforçar a supervisão e proteger os investidores
Os reguladores financeiros da Coreia do Sul estão a ponderar uma proposta que permitiria às autoridades congelar contas de criptomoedas suspeitas de manipulação de preços antes que os lucros ilícitos possam ser transferidos ou lavados.
De acordo com um relatório de terça-feira do meio de comunicação local Newsis, a Comissão de Serviços Financeiros (FSC) está a rever um mecanismo de suspensão de pagamentos que bloquearia transações relacionadas com suspeitas de abuso de mercado. A proposta aproximaria a fiscalização de criptomoedas das medidas já utilizadas no mercado de ações do país.
Fiscalização de criptomoedas pode espelhar regras do mercado de ações
Sob o sistema proposto, os reguladores poderiam interromper temporariamente transações de criptomoedas ligadas a suspeitas de manipulação, como front-running, wash trading ou colocação de grandes ordens de compra artificiais, sem necessidade de obter primeiro uma autorização judicial.
Atualmente, as autoridades devem obter aprovação judicial antes de congelar ativos de criptomoedas, um processo que os reguladores dizem criar um atraso crítico. Essa demora pode dar tempo suficiente a atores mal-intencionados para mover fundos para carteiras privadas ou obscurecer trilhas de transações, dificultando a recuperação.
A FSC argumentou que uma intervenção mais rápida é necessária, observando que ganhos não realizados de manipulação podem desaparecer rapidamente assim que as negociações são desfeitas. A Coreia do Sul alterou a sua Lei de Mercados de Capitais em abril de 2025, permitindo às autoridades congelar contas suspeitas de negociações injustas ou de venda a descoberto ilegal, um quadro que agora está a ser considerado para ativos digitais.
Parte de uma repressão regulatória mais ampla
A proposta indica o esforço mais amplo da Coreia do Sul para reforçar a supervisão de criptomoedas e alinhar os mercados de ativos digitais com os padrões tradicionais de finanças.
Em outubro, o Serviço Nacional de Impostos alertou que as participações em criptomoedas armazenadas em carteiras frias não estão imunes a apreensão, citando sua autoridade para realizar buscas domiciliares e confiscar dispositivos de armazenamento offline em casos de evasão fiscal.
Mais recentemente, em dezembro, a FSC explorou a possibilidade de impor responsabilidade ao nível bancário às exchanges de criptomoedas. Sob essa ideia, as plataformas poderiam ser obrigadas a compensar os utilizadores por perdas causadas por hacks ou falhas do sistema, mesmo em casos onde não se prove negligência direta.
Juntos, esses esforços refletem uma mudança para uma regulamentação mais proativa, baseando-se na primeira fase das leis de criptomoedas do país, focada na proteção do utilizador. Espera-se que uma segunda fase legislativa introduza regras para stablecoins e controles mais rigorosos sobre abuso de mercado, embora propostas formais ainda não tenham sido divulgadas.
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A Coreia do Sul considera congelar preventivamente contas de criptomoedas ligadas a manipulação de mercado
Fonte: DefiPlanet Título Original: Coreia do Sul Considera Congelamento Preventivo de Contas de Criptomoedas Ligadas a Manipulação de Mercado Link Original:
Resumo Rápido
Os reguladores financeiros da Coreia do Sul estão a ponderar uma proposta que permitiria às autoridades congelar contas de criptomoedas suspeitas de manipulação de preços antes que os lucros ilícitos possam ser transferidos ou lavados.
De acordo com um relatório de terça-feira do meio de comunicação local Newsis, a Comissão de Serviços Financeiros (FSC) está a rever um mecanismo de suspensão de pagamentos que bloquearia transações relacionadas com suspeitas de abuso de mercado. A proposta aproximaria a fiscalização de criptomoedas das medidas já utilizadas no mercado de ações do país.
Fiscalização de criptomoedas pode espelhar regras do mercado de ações
Sob o sistema proposto, os reguladores poderiam interromper temporariamente transações de criptomoedas ligadas a suspeitas de manipulação, como front-running, wash trading ou colocação de grandes ordens de compra artificiais, sem necessidade de obter primeiro uma autorização judicial.
Atualmente, as autoridades devem obter aprovação judicial antes de congelar ativos de criptomoedas, um processo que os reguladores dizem criar um atraso crítico. Essa demora pode dar tempo suficiente a atores mal-intencionados para mover fundos para carteiras privadas ou obscurecer trilhas de transações, dificultando a recuperação.
A FSC argumentou que uma intervenção mais rápida é necessária, observando que ganhos não realizados de manipulação podem desaparecer rapidamente assim que as negociações são desfeitas. A Coreia do Sul alterou a sua Lei de Mercados de Capitais em abril de 2025, permitindo às autoridades congelar contas suspeitas de negociações injustas ou de venda a descoberto ilegal, um quadro que agora está a ser considerado para ativos digitais.
Parte de uma repressão regulatória mais ampla
A proposta indica o esforço mais amplo da Coreia do Sul para reforçar a supervisão de criptomoedas e alinhar os mercados de ativos digitais com os padrões tradicionais de finanças.
Em outubro, o Serviço Nacional de Impostos alertou que as participações em criptomoedas armazenadas em carteiras frias não estão imunes a apreensão, citando sua autoridade para realizar buscas domiciliares e confiscar dispositivos de armazenamento offline em casos de evasão fiscal.
Mais recentemente, em dezembro, a FSC explorou a possibilidade de impor responsabilidade ao nível bancário às exchanges de criptomoedas. Sob essa ideia, as plataformas poderiam ser obrigadas a compensar os utilizadores por perdas causadas por hacks ou falhas do sistema, mesmo em casos onde não se prove negligência direta.
Juntos, esses esforços refletem uma mudança para uma regulamentação mais proativa, baseando-se na primeira fase das leis de criptomoedas do país, focada na proteção do utilizador. Espera-se que uma segunda fase legislativa introduza regras para stablecoins e controles mais rigorosos sobre abuso de mercado, embora propostas formais ainda não tenham sido divulgadas.