
Seed funding é a primeira rodada de capital externo recebida por um projeto em seu estágio mais inicial, destinada a transformar uma ideia em um protótipo funcional. Esse recurso é geralmente utilizado para validar a direção do projeto, formar a equipe principal e preparar o terreno para futuras rodadas de captação maiores.
Em startups tradicionais, o seed funding normalmente ocorre via investimento em equity. No universo Web3, pode também envolver a promessa de tokens futuros. Independentemente do formato, o objetivo central é transformar uma “ideia incerta” em um “produto comprovável”.
No Web3, o seed funding se diferencia por permitir que investimentos e retornos sejam estruturados tanto em equity quanto em tokens. Os dois acordos mais comuns são:
Como os tokens são ativos líquidos, as rodadas seed em Web3 geralmente incluem regras de vesting e lockup para evitar vendas antecipadas que possam prejudicar a comunidade e a estabilidade do preço do token.
O processo de seed funding segue o ciclo “contrato–marco–liberação”. Inicialmente, as partes assinam um contrato de investimento (SAFE para equity ou SAFT para tokens) e definem marcos de produto e compliance. A distribuição de tokens ou equity acontece no TGE ou na próxima rodada de captação.
A avaliação representa o “valor presente” da empresa e define a fatia do investidor. Vesting e lockup funcionam como um “parcelamento salarial”: tokens são liberados mensal ou trimestralmente, com um período inicial (cliff) sem liberações—equivalente a um período de experiência antes do início dos pagamentos.
O seed funding é fundamental para consolidar etapas-chave do ciclo “zero a um”:
Se você é fundador, siga estes passos:
Passo 1: Defina claramente o problema e a solução, incluindo dores, proposta, conceito inicial do produto e estrutura da equipe, em uma página.
Passo 2: Prepare os materiais: pitch deck, demo do produto e esboços de compliance e tokenomics (se aplicável).
Passo 3: Escolha o tipo de acordo: SAFE para equity ou SAFT para tokens; defina regras de vesting, lockup e marcos.
Passo 4: Alinhe expectativas com investidores. Negocie necessidade de capital, avaliação ou alocação de tokens, direitos e transparência com angels, fundos ou DAOs.
Passo 5: Direcione o capital para resultados. Invista em P&D, auditorias, compliance e comunidade, sempre atrelando recursos a marcos mensuráveis.
Se você é investidor:
Passo 1: Busque oportunidades. Rounds seed costumam ser direcionados a investidores profissionais ou qualificados; o investidor de varejo geralmente acessa vendas públicas posteriores, como as da Gate Startup.
Passo 2: Faça due diligence. Avalie histórico da equipe, repositórios de código, auditorias, alocação de tokens e curvas de vesting.
Passo 3: Entenda contratos e riscos. Analise termos de SAFE/SAFT, direitos, restrições e se os cronogramas de vesting e unlock são razoáveis.
Passo 4: Monitore o andamento. Acompanhe entregas e divulgações do projeto em relação aos marcos, evitando assimetria de informações.
Aviso de risco: Investimentos em estágio inicial não garantem retorno—podem envolver atrasos, mudanças regulatórias ou riscos de liquidez. Gerencie seu capital com cautela.
Seed funding é a etapa inicial—usado para criar o produto e gerar métricas essenciais. O Series A normalmente ocorre após validação do produto no mercado e serve para escalar. ICOs (Initial Coin Offerings) já foram as rodadas públicas tradicionais; atualmente, vendas públicas em plataformas como Gate Startup cumprem essa função.
O fluxo ideal envolve concluir a rodada seed para desenvolver o produto, passar por auditorias e compliance, lançar uma venda pública na Gate Startup para ampliar a base de usuários e comunidade e, posteriormente, listar em exchanges ao atender os critérios. O tempo para cada etapa depende do compliance e da maturidade do produto.
Os termos essenciais das rodadas seed giram em torno de “preço, alocação, cronograma de liberação e direitos”:
Os term sheets devem equilibrar incentivos dos fundadores com a sustentabilidade da comunidade, evitando concentração excessiva ou liberação acelerada de equity/tokens.
Os principais riscos são:
Para mitigar, recomenda-se auditorias rigorosas, divulgações trimestrais de progresso, curvas de vesting bem estruturadas e realização de KYC/compliance antes de vendas públicas ou listagens.
Em 2024, relatórios mostram que a captação em cripto para estágios iniciais está mais criteriosa e com aportes menores. Projetos passaram a priorizar geração de caixa ou dados de usuários, em vez de apenas narrativas. Segundo o Crypto Venture Report da PitchBook (2023) e o Industry Annual Report da Messari (2024), rodadas seed variam de US$1 milhão a US$5 milhões—abaixo do pico de 2021—e a preocupação com auditorias e compliance aumentou (Fontes: PitchBook 2023; Messari 2024).
Esse cenário exige dos fundadores validação de produto e controles de risco mais sólidos, enquanto investidores priorizam casos de uso sustentáveis e estruturas robustas para liberação de tokens.
Seed funding é o ponto de partida para transformar ideias em produtos. No Web3, pode ser estruturado via equity ou tokens. O valor está menos na captação em si e mais na coordenação do desenvolvimento em P&D, segurança, compliance e comunidade. Acordos bem estruturados (SAFE/SAFT), vesting prudente, marcos claros e transparência são cruciais para avançar do seed à venda pública e listagem em exchange. Fundadores e investidores devem equilibrar gestão de riscos e crescimento sustentável do ecossistema.
Sim—“seed money” é o termo em inglês para seed funding e ambos representam o mesmo conceito. Seed funding é a primeira etapa de captação de startups—normalmente feita por fundadores, investidores-anjo ou fundos seed—com valores modestos, porém essenciais. Permite validar o negócio e formar a equipe inicial para futuras rodadas.
A metáfora é clara—assim como a semente precisa do ambiente certo para virar uma árvore, startups precisam de capital inicial para crescer. A semente é pequena, mas carrega enorme potencial—assim como o seed funding viabiliza crescimento exponencial a partir de recursos limitados.
Em termos amplos, recursos próprios ou de amigos e familiares podem ser considerados seed funding. Porém, no jargão profissional, seed funding costuma se referir ao capital de investidores profissionais, como fundos seed ou angels. Ambos são capital inicial, mas diferem: recursos pessoais/familiares são autofinanciamento, enquanto rodadas seed marcam o início do investimento externo.
No Web3, o seed funding é mais ágil, com investidores mais ativos—mas também mais arriscado. Projetos cripto atraem fundos especializados em rodadas privadas, com foco no time e na inovação; já setores tradicionais priorizam planos de negócio e validação de mercado. Além disso, projetos Web3 costumam recompensar apoiadores iniciais com tokens—algo raro em outros setores.
Sim, investidores seed profissionais vão além do aporte financeiro—oferecem orientação estratégica, conexões, recursos, ajudam a otimizar modelos de negócio, recrutam talentos, conectam com futuras fontes de financiamento e dão suporte em momentos difíceis. Por isso, encontrar o investidor certo pode acelerar muito o crescimento do projeto.


