
A capitalização total de mercado de criptomoedas corresponde ao valor de mercado circulante agregado de todos os criptoativos.
Esse indicador é obtido ao multiplicar o preço de cada criptomoeda por sua oferta circulante e, em seguida, somar os valores de todos os ativos. O preço normalmente é calculado a partir da média de diversas exchanges, enquanto a oferta circulante representa a quantidade de moedas ou tokens disponíveis para negociação no mercado — não o suprimento máximo possível.
A capitalização total do mercado cripto costuma ser analisada em conjunto com a dominância do Bitcoin (BTC.D, que indica a fatia do Bitcoin no mercado global), a oferta de stablecoins e o Valor Total Bloqueado (TVL) em DeFi, para avaliar se o capital do mercado está migrando para ativos mais arriscados ou permanecendo em posições mais conservadoras.
Em plataformas de dados e gráficos, essa métrica costuma aparecer como TOTAL; TOTAL2 representa a capitalização total de mercado excluindo o Bitcoin, enquanto TOTAL3 exclui também o Ethereum.
O cálculo consiste em somar o preço de cada ativo multiplicado pela sua oferta circulante.
A metodologia padrão utiliza a capitalização de mercado circulante, ou seja, o preço por moeda multiplicado pela oferta circulante, agregando todos os criptoativos. Provedores de dados distintos podem adotar métodos diferentes para amostragem de preços, exclusão de outliers e ajustes em endereços em blacklist, o que pode gerar pequenas variações nos valores reportados.
Um conceito correlato, porém distinto, é a “capitalização de mercado totalmente diluída”, que considera o preço por moeda multiplicado pelo fornecimento máximo. Trata-se de uma métrica teórica de potencial de escala e não é utilizada no cálculo da capitalização total de mercado. Para avaliar o valor do mercado como um todo, o foco deve ser na capitalização circulante.
Os preços normalmente são coletados de operações spot em várias exchanges, enquanto a oferta circulante é validada por dados on-chain e divulgações dos próprios projetos. No caso das stablecoins, que têm lastro em moedas fiduciárias, o preço tende a se manter próximo de US$1, embora eventos extremos possam gerar desvios temporários que impactam a capitalização total do mercado.
É amplamente empregada em operações de trading, desenvolvimento de estratégias e gestão de riscos.
Nos mercados de exchanges, o aumento da capitalização total de mercado geralmente vem acompanhado de maiores volumes de negociação, indicando entrada de novos recursos ou retomada do apetite ao risco. Por exemplo, na página de mercados da Gate, a queda do BTC.D junto ao avanço do TOTAL2 costuma sinalizar um cenário de “altcoin season”.
Na negociação de futuros e gestão de riscos, instituições monitoram a capitalização total de mercado e a emissão líquida de stablecoins para definir limites de alavancagem e exposição. Se a capitalização total sobe de forma relevante e a oferta de stablecoins cresce, é mais viável ampliar a alavancagem; se a capitalização recua em ambiente de baixo volume, a exposição ao risco tende a ser reduzida.
No contexto DeFi, participantes de liquidity mining ou arbitragem de empréstimos analisam a capitalização total de mercado em conjunto com o TVL on-chain (valor bloqueado nos protocolos). Quando ambos os indicadores sobem simultaneamente, normalmente há maior capacidade operacional e melhores oportunidades de retorno.
Em segmentos como NFTs e RWA (real-world assets), a expansão acelerada da capitalização total de mercado costuma gerar efeito de transbordamento — os ativos blue chip são beneficiados primeiro, enquanto setores mais nichados sentem os impactos posteriormente.
O acompanhamento pode ser feito por exchanges, agregadores de dados e plataformas de gráficos.
Passo 1: Verifique na Gate. No app Gate, acesse “Mercados—Visão Geral” para ver os painéis de “Capitalização Total de Mercado”, “Dominância do Bitcoin” e outros; a versão web também apresenta esses indicadores e o desempenho por setor.
Passo 2: Utilize sites de dados. Acesse CoinMarketCap ou CoinGecko; as páginas iniciais trazem a “Capitalização Global de Mercado” com gráficos históricos diários, semanais e mensais. Vale ressaltar que cada site pode adotar definições distintas de oferta circulante.
Passo 3: Consulte plataformas de gráficos. No TradingView, pesquise “TOTAL”, “TOTAL2”, “TOTAL3” ou “BTC.D” para visualizar gráficos do mercado completo, excluindo BTC, excluindo BTC e ETH ou apenas a dominância do Bitcoin — útil para análise técnica e estratégias de rotação.
Passo 4: Monitore stablecoins e liquidez. Observe as variações na circulação de USDT e USDC como indicativo de capital disponível; combine com volume de negociação e taxas de funding para uma avaliação mais abrangente do cenário de mercado.
Os principais fatores deste ano são faixa de oscilação, estrutura e dinâmica de liquidez.
Em 2025, a capitalização total de mercado cripto variou dentro da faixa dos trilhões de dólares, geralmente entre US$2 trilhões e US$3 trilhões. Esses movimentos acompanham tendências macro de liquidez, fluxos de ETFs e inovações on-chain. Para referência, o pico anual de 2024 foi próximo de US$3 trilhões (diversos provedores registraram esse valor em março de 2024).
No último ano, o BTC.D oscilou principalmente entre 45% e 55%. Quando o BTC.D recua e o TOTAL2 se fortalece, as altcoins tendem a superar; já a alta do BTC.D normalmente indica rotação de capital para o Bitcoin em busca de proteção.
Entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, a oferta de stablecoins se manteve elevada nos principais rastreadores — geralmente de US$180 bilhões a US$230 bilhões —, evidenciando capital disponível em abundância. A ampliação líquida da emissão de stablecoins frequentemente precede ou coincide com movimentos de alta na capitalização total de mercado.
O TVL em DeFi permaneceu entre dezenas e centenas de bilhões de dólares na segunda metade de 2025; quando TVL e capitalização total sobem juntos, o apetite ao risco é mais intenso. Divergências entre esses indicadores podem sinalizar futuras rotações setoriais ou mudanças estruturais.
Observação: Como plataformas distintas utilizam métodos e horários de corte variados, sempre confira ao menos duas fontes e compare tendências anuais e mensais para maior precisão.
Uma reflete todo o mercado; a outra acompanha apenas um ativo.
A capitalização total de mercado cripto agrega todos os ativos, refletindo a dimensão e o apetite ao risco do mercado. Já a capitalização de mercado do Bitcoin considera exclusivamente o preço e a oferta circulante do Bitcoin — representando o porte e o apelo do principal ativo digital.
Na prática, a capitalização total de mercado é mais adequada para análise de ciclos macro e fluxos de capital; a capitalização do Bitcoin e o BTC.D são úteis para identificar se o mercado está em uma “fase de dominância do Bitcoin”. Quando o TOTAL2 supera o TOTAL, indica que ativos fora do Bitcoin estão ganhando força relativa.
Nem toda moeda se valoriza apenas porque a capitalização total do mercado cresce.
Primeiro, novas emissões de tokens podem inflar a base total — mesmo com preços estáveis —, por isso, sempre confira BTC.D, TOTAL2 e volume de negociação para confirmação.
Segundo, a mistura de metodologias pode gerar análises equivocadas. Para uma visão holística, utilize sempre a capitalização de mercado circulante — não valores totalmente diluídos — na agregação.
Terceiro, focar apenas no número principal sem avaliar a composição pode ser enganoso. Se a capitalização total sobe, mas o BTC.D também, pode indicar uma alta liderada pelo Bitcoin. Só quando TOTAL2 ou TOTAL3 superam o crescimento geral é que há indicação de maior apetite ao risco.
Quarto, ignorar stablecoins e liquidez pode ser arriscado. Se a capitalização total do mercado dispara sem aumento correspondente na oferta de stablecoins, a sustentabilidade é questionável — estratégias devem ser mais cautelosas.
Aviso de Risco: Criptoativos apresentam alta volatilidade. Todas as métricas devem ser usadas apenas como referência; combine-as com dimensionamento de posição adequado e mecanismos de stop-loss.
A volatilidade da capitalização total de mercado cripto é causada principalmente por variações de preço em grandes criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum. Quando moedas de grande porte sobem, o valor global do mercado dispara; quando caem, o total recua rapidamente. Além disso, mudanças de sentimento, notícias regulatórias e fatores macroeconômicos podem desencadear oscilações expressivas — quem está começando deve entender que essa volatilidade é característica do mercado.
A capitalização total de mercado cripto reflete o sentimento do mercado e os fluxos de capital. Quando a capitalização total cresce, ativos mais arriscados geralmente atraem mais recursos — abrindo oportunidades para moedas menores. A queda do total indica redução do apetite ao risco, com capital retornando para os principais ativos. Monitorar essas tendências ajuda a identificar ciclos de mercado e níveis de risco.
O recorde histórico foi de cerca de US$3 trilhões em novembro de 2021. Naquele período, o Bitcoin superou US$69.000 e o otimismo era extremo. Comparar os níveis atuais com os picos históricos ajuda a entender o estágio do ciclo — mas lembre-se: máximas anteriores não garantem desempenho futuro; invista com cautela.
Ambas representam o valor agregado dos ativos de cada mercado — porém, as criptomoedas negociam 24 horas por dia, 7 dias por semana, com volatilidade muito superior. Os mercados acionários globais somam cerca de US$100 trilhões; o mercado cripto representa apenas 1% desse montante — evidenciando seu caráter de classe de ativos de nicho. Entender essa diferença ajuda a calibrar a tolerância ao risco; investir em cripto exige aceitação de volatilidade muito maior em relação aos mercados tradicionais.
É possível acompanhar tendências em tempo real em plataformas como a Gate para avaliar o sentimento do mercado. Novas máximas na capitalização total normalmente indicam fase de alta; novas mínimas podem sinalizar oportunidades de fundo — mas esses dados não são sinais diretos de compra ou venda. O ideal é combinar múltiplos indicadores, como dominância do Bitcoin e volume de negociação, para uma análise mais completa — evite decisões baseadas apenas na capitalização total de mercado.


