terahash

O termo terahash era utilizado de forma coloquial durante a era Proof of Work (PoW) da Ethereum para designar o hashrate total da rede, ou seja, a velocidade a que os cálculos Ethash eram processados em toda a rede por segundo. O terahash tinha um papel essencial na definição da dificuldade de mineração, na regularidade da produção de blocos e na segurança global da blockchain. Após a transição da Ethereum para Proof of Stake (PoS) com o Merge em 2022, o terahash desceu para zero, dado que o poder de mineração passou para outras blockchains PoW, como a Ethereum Classic (ETC). Ainda assim, o conceito de terahash mantém-se relevante para avaliar os ecossistemas de mineração e a segurança das redes em blockchains PoW.
Resumo
1.
Tai Hash é um termo de gíria da comunidade cripto chinesa, transliterado de 'too hash', que significa analisar em excesso ou fazer hashing excessivo de informações.
2.
Usado frequentemente para gozar participantes do mercado que interpretam demais os movimentos de preços, fazem análise técnica exagerada ou obsessivamente se concentram em detalhes menores.
3.
Reflete a atitude autodepreciativa da comunidade cripto em relação à análise excessiva, lembrando os investidores de manterem racionalidade e equilíbrio na interpretação do mercado.
terahash

O que é o Terahash?

Terahash é um termo corrente utilizado durante a era de mineração da Ethereum para designar o “hash rate” total da rede. Indica quantas tentativas computacionais a rede é capaz de executar por segundo para resolver os puzzles de mineração. Quanto maior o valor, maior o número de dispositivos a participar ativamente na mineração.

De forma simples, a mineração assemelha-se a um grupo de pessoas a competir para responder à mesma questão, sendo o terahash a métrica que indica quantas vezes por segundo a “turma inteira” consegue dar uma resposta. O hash rate é geralmente expresso em MH/s, GH/s ou TH/s (milhões, milhares de milhões ou biliões de tentativas por segundo). Durante o período Proof of Work (PoW), um terahash elevado traduzia-se numa produção de blocos mais estável e num custo superior para potenciais atacantes.

Qual a relação entre Terahash e Ethash?

Terahash representa a escala do poder computacional, enquanto Ethash era o algoritmo de mineração específico usado na Ethereum durante o PoW. Estão interligados: o terahash mede a velocidade da rede a executar o Ethash.

O Ethash foi desenvolvido para ser “intensivo em memória”. Os mineradores tinham de carregar grandes volumes de dados na memória da GPU e tentar, repetidamente, diferentes números aleatórios até encontrarem um que cumprisse a dificuldade exigida. Por depender da largura de banda da memória, o Ethash favorecia GPUs em detrimento de ASICs especializados, promovendo maior descentralização na altura.

Como é que o Terahash impacta a segurança da rede e a produção de blocos?

Um terahash elevado significa que existe mais poder computacional a garantir a segurança da rede, tornando mais dispendioso para um atacante controlar a maioria do hash rate — reforçando a segurança. Também assegura tempos de bloco mais consistentes e confirmações de transações mais previsíveis.

Por exemplo, um “ataque dos 51%” ocorre quando alguém passa a controlar mais de metade do hash rate da rede, podendo reorganizar blocos recentes e reverter as próprias transações. Quanto mais elevado o terahash, maior a dificuldade económica desse ataque, devido ao investimento necessário em equipamento e eletricidade.

Além disso, a rede ajusta automaticamente a “dificuldade” com base no terahash, de modo a manter o tempo médio de bloco pretendido. Se o hash rate sobe repentinamente, a dificuldade aumenta; se desce, a dificuldade baixa.

O que aconteceu ao Terahash após o Merge?

Em setembro de 2022, a Ethereum concluiu o “Merge”, passando do Proof of Work (PoW) para o Proof of Stake (PoS). Após esta atualização, a Ethereum deixou de recorrer à mineração, levando o terahash na mainnet a cair para zero. O poder de mineração foi transferido para outras cadeias PoW, como ETC e RVN (consulte o anúncio do Merge de 2022 da Ethereum Foundation para referência).

Assim, se atualmente acompanha o “hash rate da rede”, deve centrar-se em redes que continuam a utilizar PoW. A migração do hash rate afeta a estabilidade dos blocos, a segurança dessas cadeias e a rentabilidade dos mineradores.

Qual o impacto do Terahash nos rendimentos dos mineradores?

Para os mineradores, o rendimento depende de vários fatores: preço da moeda, custos de eletricidade, desempenho do hardware, dificuldade de mineração e terahash. Em geral, quando o terahash aumenta, cada dispositivo individual recebe uma fatia menor das recompensas por bloco, a menos que o preço da moeda suba ou as receitas por taxas aumentem.

Por exemplo: se o terahash total da rede duplicar e o hash rate do seu equipamento se mantiver, a sua probabilidade de minerar um bloco reduz-se para metade. Se os custos energéticos aumentarem e o preço da moeda não acompanhar, os lucros podem tornar-se negativos. Por isso, os mineradores monitorizam atentamente as variações do terahash e da dificuldade para decidir se continuam a minerar ou se mudam de ativo.

Apesar de a Ethereum já não suportar mineração, o foco no terahash passou para ativos PoW como o ETC. Na Gate, pode acompanhar preços desses ativos, volumes de negociação e atividade on-chain para perceber como a migração do hash rate influencia os mercados.

Passo 1: Procure e acompanhe pares de negociação spot de ativos PoW, como ETC, na Gate. Analise gráficos intradiários e diários para avaliar movimentos de preço e volume.

Passo 2: Utilize alertas de preço ou listas de observação para monitorizar quebras ou recuos relevantes. Combine estes dados com tendências públicas do hash rate e da dificuldade de mineração para tomar decisões informadas.

Passo 3: Acompanhe anúncios de projetos e atualizações técnicas — sobretudo as que impactam recompensas por bloco, ajustes de dificuldade ou mecanismos de taxas — pois podem alterar o comportamento dos mineradores e do mercado.

Qual a diferença entre Terahash e Hash Function?

Terahash refere-se à “velocidade/escala” — ou seja, quantas tentativas podem ser feitas por segundo. Uma hash function é um “algoritmo/ferramenta”, como a Keccak, utilizada para gerar resumos de comprimento fixo, comuns em endereços, IDs de transação e Merkle trees.

Não confunda os dois: terahash mede o “poder” de uma rede ou dispositivo; uma hash function é o “método de computação” específico. Na mineração PoW, o terahash quantifica a rapidez com que os participantes executam determinado algoritmo de mineração (como o Ethash na Ethereum).

Quais os riscos ao acompanhar o Terahash?

Passo 1: Risco de interpretação dos dados. Um terahash elevado não garante valorização do preço; influencia sobretudo a segurança e a estabilidade dos blocos, sem relação direta com o preço.

Passo 2: Risco de custos operacionais. Os custos de eletricidade, depreciação dos equipamentos, despesas de instalações e manutenção podem reduzir a margem de lucro. Com o aumento do hash rate, o rendimento por dispositivo diminui, pressionando a tesouraria.

Passo 3: Risco de alteração de rede e de regulação. Quando o hash rate migra entre cadeias, a dificuldade e as recompensas ajustam-se. Além disso, a regulação da mineração varia entre jurisdições e pode afetar a viabilidade operacional e os custos de compliance.

Se estiver a investir, evite alavancagem excessiva ou especulação de curto prazo. Não tome decisões baseando-se apenas num indicador (como o terahash).

Como devemos interpretar o Terahash?

Considere o terahash como o “conta-rotações” do motor da rede durante a era PoW. Permite compreender o ecossistema de mineração, a segurança da rede e a estabilidade da produção de blocos. Após o Merge da Ethereum, a sua relevância direta passou para outras cadeias PoW. Se for investidor ou minerador, avalie o terahash em conjunto com dificuldade, custos e preços das moedas para tomar decisões. Se for utilizador ou programador, perceber o terahash ajuda a entender como as mudanças nos mecanismos de consenso afetam a segurança e o desempenho.

FAQ

O ajuste da dificuldade do Terahash afeta os rendimentos da mineração?

Sim, os ajustes da dificuldade de mineração afetam diretamente o rendimento dos mineradores. Uma dificuldade mais elevada implica maior computação por bloco; mantendo o hash rate constante, o rendimento individual diminui. A dificuldade é ajustada aproximadamente a cada duas semanas, conforme o hash rate total da rede. Os mineradores devem acompanhar a evolução da dificuldade para avaliar expectativas de lucro.

Porque foi o Terahash central na era PoW da Ethereum?

O Terahash (Ethash) foi fundamental na fase PoW da Ethereum, pois todos os mineradores tinham de resolver puzzles Ethash para disputar a produção de blocos. Este mecanismo garantiu descentralização e segurança até à transição total para PoS em setembro de 2022.

Computadores comuns podem participar na mineração Terahash?

Em teoria sim, mas não é rentável. A mineração Terahash exige múltiplas GPUs; o hash rate de um computador comum é demasiado baixo para obter resultados relevantes, sendo que os custos de eletricidade superam largamente as potenciais recompensas. A maioria dos mineradores participa através de mining pools ou hardware especializado — a mineração individual deixou de ser viável para particulares.

Como se compara o Terahash a outros algoritmos PoW?

A principal característica do terahash (Ethash) é o seu design “memory-hard” — exige muita memória e não apenas capacidade de processamento. O objetivo era dificultar o domínio dos ASIC miners na Ethereum. Comparando com o SHA-256 do Bitcoin, o Ethash era, inicialmente, mais difícil de otimizar para hardware especializado, permitindo aos mineradores com GPUs comuns competir — embora os ASICs tenham acabado por acompanhar.

Onde posso consultar dados históricos sobre Terahash?

Pode consultar dados históricos da Ethereum em plataformas de mercado como a Gate ou em exploradores como o etherscan.io, para métricas como dificuldade, hash rate e tempos de bloco. Estes recursos ajudam a compreender o funcionamento da rede durante a era do terahash e oferecem perspetivas sobre a dinâmica dos mineradores.

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