Recentemente, ao observar os dados sobre o fluxo de capital internacional, vi algumas mudanças muito interessantes.
Em outubro deste ano, a posse de títulos do governo apresentou uma clara divergência. A China reduziu significativamente a sua participação em títulos do Tesouro dos EUA em 11,8 bilhões de dólares, com a quantidade de posse caindo para 688,7 bilhões de dólares – o nível mais baixo desde a crise financeira de 2008. O Canadá foi ainda mais agressivo, vendendo diretamente 56,7 bilhões de dólares. Em contrapartida, o Japão e o Reino Unido contrabalançaram essa tendência, aumentando suas participações em 10,7 bilhões e 13,2 bilhões de dólares, respetivamente.
Este fenômeno ilustra bem a questão. Na verdade, os movimentos dos bancos centrais de vários países refletem uma reavaliação do cenário financeiro global.
**A base de confiança está a abalar**
A antiga reputação dos títulos do Tesouro dos EUA realmente está desbotando. A dívida federal já ultrapassou 38 trilhões de dólares, e os gastos com juros anuais estão quase alcançando os gastos com defesa. Esse número parece um pouco assustador.
A redução da China não é uma decisão de última hora. Olhando para a história, em 2011, o tamanho das reservas chegou a 1,3 trilhões de dólares, e agora encolheu quase pela metade. Esse ajuste a longo prazo não é uma coincidência, mas sim baseado em um julgamento sobre o risco.
O evento de paralisação do governo do ano passado (durou 43 dias) levou muitas pessoas a repensar - se até o governo dos EUA pode "fechar as portas", quão sólida pode ser a base de crédito da dívida pública? Essa dúvida não é um temor infundado.
Os bancos centrais de vários países estão a votar com os pés. Por trás das mudanças nas posições, está um ajuste silencioso na alocação financeira global, que também é uma referência importante para entendermos a direção futura do mercado.
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PancakeFlippa
· 2025-12-23 09:21
Espera, a China passou de 1,3 trilhões para agora, quanta desconfiança deve haver por trás disso...
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BearMarketBard
· 2025-12-22 15:55
O voto de pé realmente não engana, vendo as operações dos Bancos Centrais, dá para saber quem é verdadeiro e quem é falso.
Recentemente, ao observar os dados sobre o fluxo de capital internacional, vi algumas mudanças muito interessantes.
Em outubro deste ano, a posse de títulos do governo apresentou uma clara divergência. A China reduziu significativamente a sua participação em títulos do Tesouro dos EUA em 11,8 bilhões de dólares, com a quantidade de posse caindo para 688,7 bilhões de dólares – o nível mais baixo desde a crise financeira de 2008. O Canadá foi ainda mais agressivo, vendendo diretamente 56,7 bilhões de dólares. Em contrapartida, o Japão e o Reino Unido contrabalançaram essa tendência, aumentando suas participações em 10,7 bilhões e 13,2 bilhões de dólares, respetivamente.
Este fenômeno ilustra bem a questão. Na verdade, os movimentos dos bancos centrais de vários países refletem uma reavaliação do cenário financeiro global.
**A base de confiança está a abalar**
A antiga reputação dos títulos do Tesouro dos EUA realmente está desbotando. A dívida federal já ultrapassou 38 trilhões de dólares, e os gastos com juros anuais estão quase alcançando os gastos com defesa. Esse número parece um pouco assustador.
A redução da China não é uma decisão de última hora. Olhando para a história, em 2011, o tamanho das reservas chegou a 1,3 trilhões de dólares, e agora encolheu quase pela metade. Esse ajuste a longo prazo não é uma coincidência, mas sim baseado em um julgamento sobre o risco.
O evento de paralisação do governo do ano passado (durou 43 dias) levou muitas pessoas a repensar - se até o governo dos EUA pode "fechar as portas", quão sólida pode ser a base de crédito da dívida pública? Essa dúvida não é um temor infundado.
Os bancos centrais de vários países estão a votar com os pés. Por trás das mudanças nas posições, está um ajuste silencioso na alocação financeira global, que também é uma referência importante para entendermos a direção futura do mercado.