Quando a economia global enfrenta incertezas, a primeira reação dos investidores é direcionar-se para ativos seguros. Desde a pandemia de COVID-19 até conflitos geopolíticos, os riscos do mercado nunca cessaram. Os investidores precisam compreender quais moedas e instrumentos podem realmente proteger os ativos durante períodos de forte volatilidade nos mercados de capitais, sendo os ativos de refúgio justamente as opções que surgem nesse contexto.
O que são moedas de refúgio?
Moedas de refúgio são aquelas que, em situações de deterioração da economia global e aumento da turbulência nos mercados, mantêm-se relativamente estáveis e não se desvalorizam facilmente. Quando as ações despencam, os rendimentos dos títulos de dívida caem e os preços das commodities oscilam, os fundos tendem a migrar massivamente para essas moedas relativamente seguras.
Atualmente, as moedas de refúgio mais reconhecidas no mercado internacional são cinco: dólar, iene, franco suíço, euro e baht.
Análise aprofundada das cinco principais moedas de refúgio
Dólar: a moeda de reserva mais forte do mundo
O dólar é considerado a principal moeda de refúgio devido ao seu poder de domínio global incomparável. Como moeda de reserva internacional, a liquidez do dólar é imbatível. Sempre que o mercado entra em pânico, os investidores vendem ações e títulos do governo para trocar por dólares em espécie. Embora o mercado de capitais dos EUA também possa ser impactado, a posição global do dólar garante sua resiliência de valor. Qualquer portfólio diversificado não pode prescindir de uma alocação em dólares.
Franco suíço: a escolha com menor risco
A estabilidade do franco suíço deve-se à própria estabilidade do sistema suíço. Como país permanentemente neutro, a política da Suíça é pouco afetada por conflitos globais. Seu sistema bancário é renomado mundialmente, a volatilidade do mercado de capitais é moderada, a taxa de emprego é baixa e sua estrutura comercial é saudável — fatores que fazem do franco suíço uma das moedas de refúgio com menor risco.
Iene: o queridinho das operações de carry trade
O iene é considerado há muito tempo uma moeda de refúgio, apoiada por dois fatores principais: primeiro, suas taxas de juros extremamente baixas, tornando-o a moeda de financiamento ideal para operações de carry trade; segundo, sua liquidez abundante, permitindo aos investidores trocar rapidamente por dinheiro. Por esses motivos, o iene mantém uma posição importante no mercado cambial internacional.
Euro: a segunda maior moeda global
O euro ocupa a segunda posição mundial, ficando atrás apenas do dólar. Com a pressão de desvalorização ocasional do dólar, os investidores vêm aumentando sua alocação em euros para diversificar o risco cambial.
Baht: moeda de refúgio com potencial
Em comparação com os quatro anteriores, o reconhecimento do baht como moeda de refúgio é menor. Contudo, durante ajustes na política do Federal Reserve, aumento de tensões comerciais e oscilações do yuan, o baht demonstrou estabilidade notável, indiretamente indicando seu potencial de refúgio. Quando a liquidez das moedas tradicionais de refúgio fica apertada, o baht pode emergir como uma nova alternativa.
Comparativo completo de instrumentos de ativos de refúgio
Ouro: o eterno padrão de refúgio
O ouro é considerado o instrumento de refúgio mais antigo e confiável. Sempre que o mercado oscila, os fundos tendem a migrar para o mercado do ouro. Seu valor de refúgio se manifesta em:
Propriedade de ativo físico: o ouro não pode ser impresso, não sofre influência das taxas de juros governamentais e não enfrenta riscos de desvalorização por inflação
Alta correlação com o dólar: quando o dólar desvaloriza, o ouro costuma subir, consolidando sua base de valor
Status monetário histórico: desde os tempos antigos, o ouro sempre foi a forma final de reserva de riqueza dos países
Durante a pandemia global, o preço do ouro oscilou, mas cada crise de pânico elevou seu valor a novos picos, comprovando sua eficácia como ativo de refúgio.
Índice VIX de medo: um termômetro do sentimento de mercado
O índice VIX (índice de volatilidade implícita do S&P 500) é uma representação direta do grau de pânico dos investidores. Quando o VIX sobe, o mercado de ações geralmente cai e a liquidez se contrai. Em períodos de crise econômica global, a elevação do VIX indica um sentimento de pânico que pode durar por algum tempo, levando muitos investidores a incluir o índice VIX em suas carteiras como ferramenta de hedge.
Bitcoin: o rei da volatilidade que pode ser um refúgio
Embora o Bitcoin seja considerado o “ouro digital”, sua alta volatilidade prejudica sua função de proteção. O mercado de Bitcoin ainda é dominado por especulação, carecendo de exemplos sólidos de proteção de valor. Sua capacidade de refúgio é limitada por:
Baixo valor de mercado e liquidez: o valor de mercado máximo do Bitcoin foi inferior a 350 bilhões de dólares, uma fração do mercado de ações. A profundidade de mercado insuficiente pode gerar oscilações drásticas em grandes operações
Falta de histórico: como ativo emergente, carece de um histórico longo como o ouro, e sua percepção de mercado ainda é frágil, suscetível a informações falsas
Múltiplos fatores de influência: oferta e demanda, regulamentações, dificuldades de mineração, atualizações tecnológicas, todos podem afetar seu preço
Visão geral comparativa de ativos de refúgio
Moeda/Instrumento
Estabilidade do país
Estabilidade econômica
Estabilidade cambial
Taxa de juros
Liquidez
Vantagem principal
Iene
Alta
Alta
Alta
Extremamente baixa
Forte
Carry trade ativo
Franco suíço
Alta
Extremamente alta
Extremamente alta
Moderada
Forte
País neutro politicamente
Dólar
Comum
Alta
Alta
Baixa
Extremamente forte
Moeda de referência global
Euro
Alta
Alta
Alta
Extremamente baixa
Forte
Segunda maior reserva mundial
Baht
Comum
Comum
Moderada
Moderada
Comum
Nova potencial alternativa
Ouro
—
—
Relativamente alta
—
Extremamente forte
Metal precioso raro
Índice VIX
—
—
—
—
Extremamente forte
Ferramenta de hedge de dupla direção
Fatores que acionam o sentimento de refúgio
Quando os investidores tendem a migrar para ativos de refúgio? Os gatilhos principais incluem:
Sinais de pânico de mercado: aumento do índice VIX, queda significativa dos principais índices (como S&P 500, Nikkei), queda nos rendimentos dos títulos soberanos (fluxo de fundos para títulos do governo)
Riscos geopolíticos: guerras, conflitos, tensões comerciais, incerteza em eleições importantes
Dados econômicos deteriorados: desaceleração do PIB, aumento do desemprego, inflação descontrolada
Eventos de cisne negro: pandemias, desastres naturais, crises bancárias
Como os investidores podem negociar ativos de refúgio
Métodos tradicionais de negociação
Forex spot: compra e venda direta de pares de moedas no mercado cambial, adequado para alocação de longo prazo
Futuros e opções: operações de hedge ou alavancagem, requerem maior conhecimento técnico
Fundos ETF: aquisição de ETFs relacionados a ativos de refúgio (como fundos do dólar), com risco mais diversificado
Contratos por diferença (CFD): uma alternativa mais flexível
A negociação de CFD oferece uma nova abordagem. Diferentemente do método tradicional, o trader negocia a diferença de preço, não o ativo em si, trazendo duas vantagens principais:
Negociação de duas direções: pode abrir posições longas ou curtas, lucrando tanto na alta quanto na baixa do mercado
Alavancagem de margem: controle de posições maiores com pouco capital, potencializando ganhos em períodos de turbulência econômica global
Claro que, com alta alavancagem, o risco também aumenta. Decisões erradas ou operações mal executadas podem multiplicar as perdas. Portanto, os investidores devem usar com cautela.
Perspectivas futuras
Nenhum instrumento financeiro pode servir eternamente como um refúgio perfeito. À medida que o ambiente de mercado evolui, as ferramentas de proteção também se aprimoram continuamente. Em 2025, a incerteza econômica global ainda persiste, e os investidores precisam ajustar suas carteiras de acordo com sua tolerância ao risco e as tendências do mercado, diversificando seus ativos de refúgio ao invés de depender de uma única ferramenta. A verdadeira estratégia de proteção reside na diversificação e no equilíbrio.
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Guia de alocação de ativos de proteção em meio à turbulência do mercado em 2025
Quando a economia global enfrenta incertezas, a primeira reação dos investidores é direcionar-se para ativos seguros. Desde a pandemia de COVID-19 até conflitos geopolíticos, os riscos do mercado nunca cessaram. Os investidores precisam compreender quais moedas e instrumentos podem realmente proteger os ativos durante períodos de forte volatilidade nos mercados de capitais, sendo os ativos de refúgio justamente as opções que surgem nesse contexto.
O que são moedas de refúgio?
Moedas de refúgio são aquelas que, em situações de deterioração da economia global e aumento da turbulência nos mercados, mantêm-se relativamente estáveis e não se desvalorizam facilmente. Quando as ações despencam, os rendimentos dos títulos de dívida caem e os preços das commodities oscilam, os fundos tendem a migrar massivamente para essas moedas relativamente seguras.
Atualmente, as moedas de refúgio mais reconhecidas no mercado internacional são cinco: dólar, iene, franco suíço, euro e baht.
Análise aprofundada das cinco principais moedas de refúgio
Dólar: a moeda de reserva mais forte do mundo
O dólar é considerado a principal moeda de refúgio devido ao seu poder de domínio global incomparável. Como moeda de reserva internacional, a liquidez do dólar é imbatível. Sempre que o mercado entra em pânico, os investidores vendem ações e títulos do governo para trocar por dólares em espécie. Embora o mercado de capitais dos EUA também possa ser impactado, a posição global do dólar garante sua resiliência de valor. Qualquer portfólio diversificado não pode prescindir de uma alocação em dólares.
Franco suíço: a escolha com menor risco
A estabilidade do franco suíço deve-se à própria estabilidade do sistema suíço. Como país permanentemente neutro, a política da Suíça é pouco afetada por conflitos globais. Seu sistema bancário é renomado mundialmente, a volatilidade do mercado de capitais é moderada, a taxa de emprego é baixa e sua estrutura comercial é saudável — fatores que fazem do franco suíço uma das moedas de refúgio com menor risco.
Iene: o queridinho das operações de carry trade
O iene é considerado há muito tempo uma moeda de refúgio, apoiada por dois fatores principais: primeiro, suas taxas de juros extremamente baixas, tornando-o a moeda de financiamento ideal para operações de carry trade; segundo, sua liquidez abundante, permitindo aos investidores trocar rapidamente por dinheiro. Por esses motivos, o iene mantém uma posição importante no mercado cambial internacional.
Euro: a segunda maior moeda global
O euro ocupa a segunda posição mundial, ficando atrás apenas do dólar. Com a pressão de desvalorização ocasional do dólar, os investidores vêm aumentando sua alocação em euros para diversificar o risco cambial.
Baht: moeda de refúgio com potencial
Em comparação com os quatro anteriores, o reconhecimento do baht como moeda de refúgio é menor. Contudo, durante ajustes na política do Federal Reserve, aumento de tensões comerciais e oscilações do yuan, o baht demonstrou estabilidade notável, indiretamente indicando seu potencial de refúgio. Quando a liquidez das moedas tradicionais de refúgio fica apertada, o baht pode emergir como uma nova alternativa.
Comparativo completo de instrumentos de ativos de refúgio
Ouro: o eterno padrão de refúgio
O ouro é considerado o instrumento de refúgio mais antigo e confiável. Sempre que o mercado oscila, os fundos tendem a migrar para o mercado do ouro. Seu valor de refúgio se manifesta em:
Durante a pandemia global, o preço do ouro oscilou, mas cada crise de pânico elevou seu valor a novos picos, comprovando sua eficácia como ativo de refúgio.
Índice VIX de medo: um termômetro do sentimento de mercado
O índice VIX (índice de volatilidade implícita do S&P 500) é uma representação direta do grau de pânico dos investidores. Quando o VIX sobe, o mercado de ações geralmente cai e a liquidez se contrai. Em períodos de crise econômica global, a elevação do VIX indica um sentimento de pânico que pode durar por algum tempo, levando muitos investidores a incluir o índice VIX em suas carteiras como ferramenta de hedge.
Bitcoin: o rei da volatilidade que pode ser um refúgio
Embora o Bitcoin seja considerado o “ouro digital”, sua alta volatilidade prejudica sua função de proteção. O mercado de Bitcoin ainda é dominado por especulação, carecendo de exemplos sólidos de proteção de valor. Sua capacidade de refúgio é limitada por:
Visão geral comparativa de ativos de refúgio
Fatores que acionam o sentimento de refúgio
Quando os investidores tendem a migrar para ativos de refúgio? Os gatilhos principais incluem:
Sinais de pânico de mercado: aumento do índice VIX, queda significativa dos principais índices (como S&P 500, Nikkei), queda nos rendimentos dos títulos soberanos (fluxo de fundos para títulos do governo)
Riscos geopolíticos: guerras, conflitos, tensões comerciais, incerteza em eleições importantes
Dados econômicos deteriorados: desaceleração do PIB, aumento do desemprego, inflação descontrolada
Eventos de cisne negro: pandemias, desastres naturais, crises bancárias
Como os investidores podem negociar ativos de refúgio
Métodos tradicionais de negociação
Forex spot: compra e venda direta de pares de moedas no mercado cambial, adequado para alocação de longo prazo
Futuros e opções: operações de hedge ou alavancagem, requerem maior conhecimento técnico
Fundos ETF: aquisição de ETFs relacionados a ativos de refúgio (como fundos do dólar), com risco mais diversificado
Contratos por diferença (CFD): uma alternativa mais flexível
A negociação de CFD oferece uma nova abordagem. Diferentemente do método tradicional, o trader negocia a diferença de preço, não o ativo em si, trazendo duas vantagens principais:
Claro que, com alta alavancagem, o risco também aumenta. Decisões erradas ou operações mal executadas podem multiplicar as perdas. Portanto, os investidores devem usar com cautela.
Perspectivas futuras
Nenhum instrumento financeiro pode servir eternamente como um refúgio perfeito. À medida que o ambiente de mercado evolui, as ferramentas de proteção também se aprimoram continuamente. Em 2025, a incerteza econômica global ainda persiste, e os investidores precisam ajustar suas carteiras de acordo com sua tolerância ao risco e as tendências do mercado, diversificando seus ativos de refúgio ao invés de depender de uma única ferramenta. A verdadeira estratégia de proteção reside na diversificação e no equilíbrio.