Polícia Federal Brasileira Desmantela Rede de Lavagem de Dinheiro com Criptomoedas de 2 Bilhões de Dólares Ligada ao Cartel PCC

A operação, denominada “Exchange”, envolveu a participação de mais de 50 agentes que executaram 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária no estado de São Paulo. A organização usou criptomoedas para lavar fundos ilícitos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Principais Conclusões

    • A polícia brasileira lançou a Operação Exchange, desmantelando um anel do PCC que lavou $2B via criptomoedas.
    • Uma designação descoordenada do OFAC dos EUA vazou a operação, permitindo que um suspeito-chave de lavagem de dinheiro escapasse.
    • As autoridades executaram 24 mandados em São Paulo, capturando um suspeito ligado ao pipeline da Flórida.

Brasil Desmantela Rede de Lavagem de Dinheiro com Criptomoedas Ligada ao PCC

A Polícia Federal Brasileira lançou a Operação Exchange na sexta-feira, visando uma organização criminosa de alto perfil ligada ao Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT) brasileiro Primeiro Comando da Capital (PCC), que usou criptomoedas e dinheiro para lavar fundos ilícitos e transferi-los da Flórida para o Brasil.

A operação, que envolveu 50 polícias, incluiu a execução de 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária em locais no Estado de São Paulo.

Brazilian Federal Police Dismantle $2 Billion Crypto Money Laundering Ring Linked to the PCC Cartel

Segundo a comunicação social local, a polícia reportou que a organização usou “um sistema estruturado para mover fundos através de transferências ilícitas de criptomoedas e transporte de dinheiro.”

As autoridades estimaram que através deste esquema, estes criminosos lavaram quase $2 mil milhões misturando transações entre utilizadores, grandes transações bancárias e dinheiro. No entanto, nenhuma bolsa foi identificada como estando envolvida neste esquema, pois as investigações ainda estão em curso.

Em 1 de julho, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, dois suspeitos de integrar esta organização, foram designados pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC) juntamente com três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa devido aos seus vínculos com o PCC.

Naquela altura, o Departamento do Tesouro dos EUA declarou que Shimada tinha sido “um elo-chave” para estas operações. Shimada ajudou a lavar “mais de $30 milhões em lucros ilícitos gerados em e ao redor de múltiplas cidades nos Estados Unidos, utilizando criptomoedas para mover fundos de volta ao Brasil em nome do PCC,” alegou o gabinete.

Enquanto Nunes Henrique de Oliveira foi capturado, Shimada é agora um fugitivo. O chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, referiu uma falta de coordenação entre a designação do OFAC e a Operação Exchange, revelando que a polícia teve de executar estes mandados antes do originalmente planeado.

“Na verdade, se não tivesse havido esta designação, talvez o resultado fosse diferente, e teríamos conseguido localizar esta pessoa. Houve danos à nossa investigação,” afirmou ele numa conferência de imprensa.

A Administração Trump designou o PCC e o Comando Vermelho como SDGTs em maio, enquanto o Secretário de Estado Marco Rubio declarou que estes dois grupos “comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra polícias brasileiros, funcionários públicos e civis.”

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