O Banco Central de El Salvador informou que as remessas em cripto totalizaram US$ 35,4 milhões no primeiro semestre de 2026, representando apenas 0,7% do volume total de remessas do país, de US$ 5,06 bilhões. Os números mostram um aumento de 39,1% em relação aos US$ 25,4 milhões registrados no 1S 2025, mas os canais de moeda digital continuam marginais, apesar de cinco anos desde a aprovação da Lei do Bitcoin, em 2021. A baixa adesão persiste à medida que a carteira Chivo, patrocinada pelo Estado, reduz as operações sob um acordo de crédito com o FMI, enquanto bancos tradicionais e empresas de remessas continuam a processar mais de 84% de todos os recursos enviados para o país.
Dados do Banco Central mostram US$ 35,4 milhões em remessas em cripto no 1S 2026
Os números divulgados pelo Banco Central de El Salvador revelaram que os canais de moeda digital movimentaram US$ 35,4 milhões em remessas externas durante o primeiro semestre de 2026. As remessas totais do período subiram de US$ 4,84 bilhões para US$ 5,06 bilhões, um aumento de US$ 219,2 milhões, ou 4,5%. Os volumes de remessas em cripto aumentaram 39,1% em comparação com o 1S 2025, quando somaram US$ 25,4 milhões. As remessas em dinheiro, entregues presencialmente quando os remetentes viajam de outro país para El Salvador para visitar seus parentes, subiram para 3,8% do volume total.
Bancos e empresas de remessas processam 84% do volume total
Empresas de remessas e bancos são os canais preferidos para os salvadorenhos enviarem dinheiro para casa, intermediando mais de 84% do volume recebido do exterior. Os salvadorenhos no exterior ainda dependem de canais tradicionais de remessas para enviar dinheiro cinco anos depois de El Salvador aprovar a Lei do Bitcoin, em 2021. O governo salvadorenho promoveu a adoção de cripto para remessas, permitindo que os cidadãos economizassem dinheiro e obtivessem tempos de liquidação mais rápidos usando ativos digitais.
Fase de retirada da carteira Chivo encerra $400M com meta de economia
A carteira Chivo, patrocinada pelo Estado, está encerrando as operações como parte de um acordo de crédito com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O governo promoveu o uso da carteira Chivo para receber remessas e pagamentos, contornando incumbentes como Western Union. Relatórios iniciais estimaram que a mudança para cripto poderia economizar US$ 400 milhões por ano aos salvadorenhos em taxas de transação e intermediários. Cinco anos após o bitcoin ser declarado moeda legal, os ativos digitais respondem por 0,7% de todo o volume recebido pelos salvadorenhos.
FAQ
Qual porcentagem das remessas de El Salvador usou cripto no 1S 2026?
As remessas em cripto representaram 0,7% do volume total de remessas de El Salvador no primeiro semestre de 2026, somando US$ 35,4 milhões de um total de US$ 5,06 bilhões.
Quanto as remessas em cripto cresceram em relação ao 1S 2025?
As remessas em cripto aumentaram 39,1% de US$ 25,4 milhões no 1S 2025 para US$ 35,4 milhões no 1S 2026, segundo dados do Banco Central de El Salvador.
O que aconteceu com a carteira Chivo de El Salvador?
A carteira Chivo, patrocinada pelo Estado, está encerrando as operações como parte de um acordo de crédito com o Fundo Monetário Internacional (FMI), encerrando a meta do governo de economizar US$ 400 milhões por ano aos salvadorenhos em taxas de remessas.