A Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) emitiu uma declaração em 3 de julho alertando que certos contratos oferecidos em plataformas de mercado de previsão podem estar sujeitos à supervisão da MiFID II, pois podem se assemelhar a opções binárias. A orientação regulatória tem como alvo plataformas como Polymarket e Kalshi, declarando que contratos de eventos que atendem a critérios específicos de instrumentos financeiros estão sujeitos às regras nacionais de proteção de mercado estabelecidas pelas Autoridades Competentes Nacionais em cada jurisdição. A declaração da ESMA esclarece a aplicação das regulamentações financeiras existentes da UE a produtos emergentes de mercado de previsão, exigindo que as empresas obtenham autorização adequada mesmo para distribuição a clientes não varejistas.
A ESMA afirmou que "apenas contratos de eventos com uma pergunta de evento relacionada a um subjacente mencionado na Seção C(4) a (10) do Anexo I da MiFID II se classificam como instrumentos financeiros", que incluem opções, futuros, swaps e contratos derivativos relacionados a diferentes assuntos. O regulador declarou que contratos de eventos que se qualificam como instrumentos financeiros "são derivativos e estão dentro do escopo das medidas temporárias de intervenção de produtos sobre opções binárias."
A autoridade enfatizou que o nome ou as qualificações dadas a esses derivativos como contratos de eventos são "irrelevantes" para sua classificação regulatória. A ESMA concluiu que "em alguns casos, um investidor pode receber um 'cupom' ou 'recompensa' representando os juros auferidos sobre os fundos pagos. A existência de tal 'cupom' ou 'recompensa' não altera a natureza binária do próprio contrato de evento."
A ESMA afirmou que as empresas que oferecem esses contratos devem realizar uma avaliação aprofundada de suas ofertas e cumprir os requisitos regulatórios atuais, incluindo a obtenção de autorização para distribuição, mesmo que limitada a clientes não varejistas. O quadro regulatório se aplica independentemente de como as plataformas rotulam seus produtos, com a classificação determinada pelas características reais dos contratos, e não pela sua terminologia de marketing.
Cris Carrascosa, CEO da ATH21, uma firma de advocacia europeia, avaliou que a declaração não cortou a inovação, mas sim lembrou as empresas do alcance da regulamentação atual. Carrascosa afirmou: "O verdadeiro desafio para as empresas está na análise inicial — caso a caso, observando as características reais do produto, e não seu rótulo."
O que a ESMA anunciou em 3 de julho em relação às plataformas de mercado de previsão?
A ESMA emitiu uma declaração alertando que certos contratos oferecidos em plataformas de mercado de previsão, como Polymarket e Kalshi, podem estar sujeitos à supervisão da MiFID II, pois podem se assemelhar a opções binárias, tornando-os sujeitos às regras nacionais de proteção de mercado estabelecidas pelas Autoridades Competentes Nacionais.
Por que a ESMA considera a rotulagem de contratos irrelevante para a classificação regulatória?
A ESMA declarou que o nome ou as qualificações dadas aos contratos de eventos são irrelevantes porque a classificação regulatória é determinada pelas características reais do produto, e não pelo seu rótulo, com contratos que atendem a critérios específicos de instrumentos financeiros sujeitos às regulamentações de derivativos da MiFID II, independentemente de como as plataformas os comercializam.
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