De acordo com as perspectivas para o meio do ano da analista Nicky Shiels, da MKS PAMP, a refinaria de metais preciosos mantém sua previsão de preço médio do ouro para 2026 em US$ 4.500 por onça, apesar da forte correção do metal das máximas recordes. Shiels argumenta que a recente liquidação do ouro representa uma transição de um rali parabólico insustentável para um mercado altista mais saudável e duradouro, e não o fim da tendência altista secular. A empresa espera que o ouro consolide entre US$ 3.800 e US$ 5.000 por onça, com a meta no cenário otimista de US$ 5.800 permanecendo intacta.
Shiels atribuiu a força de longo prazo do ouro ao aumento dos déficits fiscais, inflação persistente, desvalorização cambial e diversificação dos bancos centrais para longe dos ativos em dólar americano. Embora reconheça que o discurso hawkish do Federal Reserve sob o presidente Kevin Warsh pode limitar o potencial de alta de curto prazo por meio de taxas reais elevadas, ela observou que a capacidade do Fed de sustentar o aperto é limitada pela crescente carga de dívida dos EUA, o que, em última análise, deve fornecer suporte renovado aos metais preciosos.