Em 8 de julho, o presidente Donald Trump declarou que o cessar-fogo com o Irã havia terminado, e o Departamento do Tesouro dos EUA revogou sua aprovação anterior para as vendas de petróleo iraniano, antecipando o prazo de 21 de agosto para 17 de julho. A medida ocorreu após um memorando de entendimento assinado em 17 de junho, que tinha como objetivo encerrar todos os combates, reabrir o Estreito de Ormuz e reduzir o urânio altamente enriquecido do Irã sob supervisão internacional.
O colapso do acordo sinaliza instabilidade no mercado. As taxas dos Treasuries dos EUA de 10 anos subiram para 4,58%, enquanto o petróleo Brent se aproximou de US$ 80 por barril após avançar 9% nesta semana. A pressão por trás disso vem do Estreito de Ormuz, pelo qual passa 20% do consumo diário de petróleo no mundo. As remessas de petróleo pelo estreito caíram 30% no primeiro trimestre de 2026, para 14,6 milhões de barris por dia, com rotas alternativas limitadas disponíveis.