Até outubro de 2025, o preço internacional do ouro já ultrapassou os 4.300 dólares por onça, atingindo um recorde histórico. Num período marcado por incertezas na economia global e maior volatilidade nos mercados financeiros, cada vez mais jovens investidores começam a focar no investimento em ouro como uma opção de alocação de ativos. Mas, para investidores iniciantes neste campo, compreender as características do ouro como investimento, as vantagens e desvantagens de diferentes instrumentos, bem como as formas de operação prática, é fundamental.
Por que considerar o investimento em ouro?
Ferramenta de proteção contra a inflação
Com os preços em contín aumento e o crescimento salarial não acompanhando, essa é uma realidade enfrentada por muitos. Manter dinheiro em caixa no banco por longos períodos faz com que o poder de compra diminua a cada ano. Após o surto da pandemia em 2020, muitos países emitiram grandes quantidades de moeda para enfrentar a crise econômica, elevando significativamente as expectativas de inflação. Nesse período, o preço do ouro subiu de cerca de 1.500 dólares para mais de 4.000 dólares, um aumento superior a 104%, demonstrando claramente o potencial de preservação de valor a longo prazo do ouro.
Proteção de risco na carteira de investimentos
Investimento em ouro não serve apenas para obter lucros, mas também como uma forma de seguro. Se sua carteira estiver excessivamente concentrada em ações ou criptomoedas, uma forte volatilidade de mercado pode reduzir significativamente seus ativos. A história mostra que, em momentos de turbulência política ou econômica, as pessoas tendem a buscar refúgio no ouro. Durante o conflito Rússia-Ucrânia em 2022, o preço do ouro subiu rapidamente; recentemente, as políticas de Trump, com tarifas e incertezas comerciais, também impulsionaram o preço do ouro a novos recordes.
Recomenda-se geralmente alocar entre 5% a 15% dos ativos em ouro, uma estratégia que ajuda a diversificar riscos sem prejudicar o crescimento geral da carteira.
Ferramentas de investimento diversificadas e acessíveis
Tradicionalmente, só era possível comprar barras de ouro, moedas ou outros itens físicos. Hoje, os investidores podem participar do mercado de ouro através de extratos de ouro, ETFs, CFDs ou plataformas digitais, o que reduz bastante a barreira de entrada. Em 2024, o volume diário de negociação de ouro atingiu 227 bilhões de dólares, ficando atrás apenas do S&P 500, demonstrando a liquidez do mercado.
Segurança psicológica
Embora seja um ponto menos discutido, a sensação de segurança psicológica é realmente importante no investimento. Possuir ouro ou ativos relacionados ao ouro pode oferecer uma sensação de conforto em momentos de alta incerteza financeira e forte volatilidade do mercado de ações, ajudando a reduzir a ansiedade do investidor.
Fatores que impulsionam o preço do ouro
O preço do ouro no mercado internacional é influenciado por múltiplos fatores, incluindo aspectos emocionais, demanda, oferta e o ambiente econômico geral. Quando esses fatores se combinam de diferentes formas, criam oportunidades para os traders. Indicadores-chave incluem taxa de inflação, política dos bancos centrais, sentimento de risco do mercado, expectativas de crescimento econômico, além do valor do dólar e das taxas de juros globais, que também afetam diretamente a atratividade do ouro.
O ouro realmente consegue preservar valor? Discrepâncias entre teoria e realidade
Teoricamente, o ouro, como ativo físico e metal precioso reconhecido mundialmente, não deve depreciar-se como o papel-moeda, que pode perder valor devido a políticas ou riscos bancários. Contudo, a realidade é mais complexa.
Investidores renomados, como Warren Buffett, mantêm uma postura cética, argumentando que o ouro não é uma necessidade de investimento — pois seu valor é puramente determinado pela oferta e demanda, sem gerar fluxo de caixa, dividendos ou juros, e, portanto, não cria riqueza por si só.
Historicamente, apesar do aumento impressionante do ouro desde 2024, uma análise de 50 anos revela que o ouro passou por apenas duas grandes fases de alta clara, enquanto outros períodos ficaram em consolidação. Ao mesmo tempo, o mercado de ações, mesmo com várias quedas, apresentou crescimento de longo prazo muito superior ao do ouro.
Isso demonstra que o investimento em ouro não deve ser visto como uma estratégia de “comprar e manter” para preservar valor automaticamente, mas sim como uma compreensão de suas características e a adoção de estratégias adequadas. As oscilações de curto prazo não devem assustar o investidor; o verdadeiro retorno vem de entender o ritmo do mercado.
Seis formas de investir em ouro, todas detalhadas
1. Ouro físico: o método mais tradicional, porém menos conveniente
Comprar barras, moedas ou outros itens físicos é a forma mais antiga de investir em ouro. Bancos, joalherias e casas de penhores vendem esses ativos, sendo indicado para investidores conservadores com forte consciência de risco. O ouro físico realmente protege contra a inflação, mas apresenta desvantagens evidentes:
Vantagens: característica de moeda forte, função de preservação de valor Desvantagens: sem rendimento de dividendos, baixa liquidez, altos custos e riscos de armazenamento, preço de revenda muitas vezes desfavorável
Ao adquirir, é importante verificar marca, pureza (padrão de 99,99%), peso, certificado e reputação do vendedor. Joias de ouro, como colares, não são recomendadas para investimento, pois a diferença entre compra e venda costuma ser grande. As melhores opções continuam sendo barras e moedas.
2. Ouro em conta (ouro de papel): opção de baixo custo oferecida por bancos
O ouro em conta registra o valor em papel, sem a necessidade de possuir fisicamente o ouro, com preço atrelado ao valor do ouro à vista. Pode ser comprado em bancos, com possibilidade de troca por ouro físico ou manutenção na conta. Diversos bancos em Taiwan oferecem esse serviço.
Vantagens: valor de entrada baixo (a partir de 1 grama), sem taxa de abertura de conta, sem preocupações com armazenamento Desvantagens: custos de transação mais elevados, sem juros, mais indicado para manutenção de longo prazo do que para operações de curto prazo
O lucro vem da diferença entre compra e venda, não sendo ideal para negociações frequentes.
3. ETF de ouro: a melhor escolha para investidores de ações
O ETF de ouro é um fundo negociado em bolsa, que investe principalmente em ativos de ouro. Pode ser comprado como uma ação, através de plataformas de corretoras. O maior ETF de ouro do mundo é o SPDR Gold ETF (GLD.US), enquanto na bolsa de Taiwan há o ETF Yuan Tai S&P Gold Inverse 1 (00674R.TW).
Vantagens: baixo limite de entrada, custos relativamente baixos, operação prática, negociação em tempo real Desvantagens: limitado ao horário de funcionamento do mercado de ações, cobrança de taxa de administração do fundo
Ideal para investidores iniciantes, com facilidade de uso e bom custo-benefício.
4. Ações de mineradoras de ouro: participação indireta no crescimento do setor
Investir em ações de empresas mineradoras de ouro é uma forma indireta de exposição. O mercado de ações dos EUA oferece várias opções, como Barrick Gold (ABX.US), Newmont Mining (NEM.US), Goldcorp (GG.US), entre outras. A maioria das corretoras suporta esse tipo de operação.
Vantagens: baixo limite de entrada, negociação fácil, taxas menores Desvantagens: maior divergência em relação ao preço do ouro à vista, impacto significativo das condições operacionais das empresas
Esse tipo de investimento é influenciado por fatores como gestão da empresa, estrutura acionária, além do preço do ouro, mas sua correlação direta é menor do que a de investimentos diretos em ouro.
5. Futuros de ouro: instrumentos de alta alavancagem e risco para operações de curto prazo
Os contratos futuros de ouro são negociações de contratos padronizados, originados nas bolsas americanas, geralmente acessados por corretoras de futuros. Existem diversos tamanhos e regras, incluindo versões micro de menor valor de entrada, a partir de alguns centenas de dólares.
Características principais: contratos com vencimento, obrigando o investidor a liquidar ou rolar antes do prazo, com operações complexas de entrega e rolagem. A alavancagem pode ampliar ganhos, mas também perdas.
Vantagens: uso de alavancagem, alta eficiência de capital, negociação T+0, possibilidade de operar em ambos os sentidos Desvantagens: modelos complexos, alta barreira de entrada, necessidade de conhecimento avançado, risco de alavancagem
Mais indicado para traders de curto prazo, não recomendado para iniciantes.
6. CFD de ouro: uma opção moderna, flexível e prática
O CFD (Contrato por Diferença) acompanha o preço do ativo subjacente, sem possuir fisicamente o ouro. O CFD de ouro acompanha o preço do ouro à vista (XAUUSD), geralmente negociado por plataformas de forex.
Vantagens: sem posse física, negociação T+0, contratos simples, baixo valor mínimo (a partir de 0,01 lote), sem data de vencimento, sem complicações de rolagem. Para investidores de ações, a lógica de operação é familiar, podendo negociar ouro, forex, ações e índices na mesma conta.
Vantagens: baixo limite de entrada, flexibilidade de operar em ambos os sentidos, regras simples, acessível para pequenos investidores, sem limite de tempo Desvantagens: risco de alavancagem que exige gestão cuidadosa
Em comparação com futuros, o CFD de ouro oferece maior flexibilidade de especificações e operação mais prática. Ainda assim, o uso de alavancagem requer controle rigoroso de riscos.
Tabela rápida de instrumentos de investimento: Futuros vs CFD
Característica
Futuros de ouro
CFD de ouro
Vencimento
Com datas específicas (mês/trimestre)
Geralmente sem vencimento
Local de negociação
Bolsa (CBOT, CME, etc.)
Plataformas de forex
Propriedade física
Não
Não
Direção de negociação
Bid e ask (dupla direção)
Bid e ask (dupla direção)
Alavancagem
Regulada pela bolsa
Definida pelo corretor, mais flexível
Variedade de produtos
Limitada
Diversificada
Tamanho do contrato
Grande (ex: 100 onças por contrato padrão)
Pequeno, suportando 0,01 lote
Processo de abertura
Complexo
Simples
O ritmo e ciclo de longo prazo do investimento em ouro
Na prática, o preço do ouro possui um “ritmo” próprio. Observações históricas indicam que o ouro passa por ciclos de alta de aproximadamente 10 anos, seguidos de alguns anos de correção. Esses ciclos estão relacionados ao ambiente econômico, força do dólar, taxas de juros e sentimento de risco global.
Quando há turbulência no mercado de ações, aumento da inflação ou incerteza econômica, o ouro tende a atrair capital e subir de preço; em períodos de estabilidade econômica e mercado de ações em alta, o tendência pode consolidar-se ou ficar em consolidação.
Em uma visão de longo prazo, há também o “super ciclo” — quando mudanças estruturais na economia global, como crescimento acelerado de mercados emergentes ou aumento na demanda por recursos, impulsionam o ouro por décadas. Isso sugere que, mesmo com volatilidade de curto prazo, a tendência de longo prazo permanece clara.
Dicas práticas: como investir em ouro de forma mais inteligente
Iniciantes não precisam acompanhar o mercado diariamente. Basta observar três indicadores principais: o dólar, as taxas de juros e o sentimento de proteção, para identificar se o ouro está entrando em um novo ciclo de alta.
Investidores de pequeno porte podem começar com extratos de ouro, ETFs ou plataformas online, acumulando experiência gradualmente. Para operações de curto prazo, o CFD de ouro, com seu baixo custo, flexibilidade de dupla direção e alavancagem, é uma boa opção — com um investimento mínimo de apenas 10 dólares para abrir uma operação.
Lembrete importante: independentemente do instrumento escolhido, utilize sempre ferramentas de gestão de risco como stop loss, take profit e trailing stop. A alavancagem pode ampliar ganhos, mas também perdas, portanto, é fundamental praticar com pequenas quantias, com baixa alavancagem, e aumentar gradualmente a experiência e compreensão do mercado.
Conclusão
Investir em ouro desempenha um papel cada vez mais importante na alocação de ativos moderna. Seja para proteção contra a inflação, diversificação de risco ou oportunidades de curto prazo, o mercado oferece uma variedade de ferramentas. O segredo está em escolher a melhor estratégia de acordo com seu perfil de risco, horizonte de investimento e capital disponível. Compreender as características do ouro, entender os ciclos de mercado e gerenciar riscos rigorosamente são os pilares para o sucesso a longo prazo.
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Guia de Introdução ao Investimento em Ouro: As Seis Principais Formas de Investir que Precisa Conhecer em 2025
Até outubro de 2025, o preço internacional do ouro já ultrapassou os 4.300 dólares por onça, atingindo um recorde histórico. Num período marcado por incertezas na economia global e maior volatilidade nos mercados financeiros, cada vez mais jovens investidores começam a focar no investimento em ouro como uma opção de alocação de ativos. Mas, para investidores iniciantes neste campo, compreender as características do ouro como investimento, as vantagens e desvantagens de diferentes instrumentos, bem como as formas de operação prática, é fundamental.
Por que considerar o investimento em ouro?
Ferramenta de proteção contra a inflação
Com os preços em contín aumento e o crescimento salarial não acompanhando, essa é uma realidade enfrentada por muitos. Manter dinheiro em caixa no banco por longos períodos faz com que o poder de compra diminua a cada ano. Após o surto da pandemia em 2020, muitos países emitiram grandes quantidades de moeda para enfrentar a crise econômica, elevando significativamente as expectativas de inflação. Nesse período, o preço do ouro subiu de cerca de 1.500 dólares para mais de 4.000 dólares, um aumento superior a 104%, demonstrando claramente o potencial de preservação de valor a longo prazo do ouro.
Proteção de risco na carteira de investimentos
Investimento em ouro não serve apenas para obter lucros, mas também como uma forma de seguro. Se sua carteira estiver excessivamente concentrada em ações ou criptomoedas, uma forte volatilidade de mercado pode reduzir significativamente seus ativos. A história mostra que, em momentos de turbulência política ou econômica, as pessoas tendem a buscar refúgio no ouro. Durante o conflito Rússia-Ucrânia em 2022, o preço do ouro subiu rapidamente; recentemente, as políticas de Trump, com tarifas e incertezas comerciais, também impulsionaram o preço do ouro a novos recordes.
Recomenda-se geralmente alocar entre 5% a 15% dos ativos em ouro, uma estratégia que ajuda a diversificar riscos sem prejudicar o crescimento geral da carteira.
Ferramentas de investimento diversificadas e acessíveis
Tradicionalmente, só era possível comprar barras de ouro, moedas ou outros itens físicos. Hoje, os investidores podem participar do mercado de ouro através de extratos de ouro, ETFs, CFDs ou plataformas digitais, o que reduz bastante a barreira de entrada. Em 2024, o volume diário de negociação de ouro atingiu 227 bilhões de dólares, ficando atrás apenas do S&P 500, demonstrando a liquidez do mercado.
Segurança psicológica
Embora seja um ponto menos discutido, a sensação de segurança psicológica é realmente importante no investimento. Possuir ouro ou ativos relacionados ao ouro pode oferecer uma sensação de conforto em momentos de alta incerteza financeira e forte volatilidade do mercado de ações, ajudando a reduzir a ansiedade do investidor.
Fatores que impulsionam o preço do ouro
O preço do ouro no mercado internacional é influenciado por múltiplos fatores, incluindo aspectos emocionais, demanda, oferta e o ambiente econômico geral. Quando esses fatores se combinam de diferentes formas, criam oportunidades para os traders. Indicadores-chave incluem taxa de inflação, política dos bancos centrais, sentimento de risco do mercado, expectativas de crescimento econômico, além do valor do dólar e das taxas de juros globais, que também afetam diretamente a atratividade do ouro.
O ouro realmente consegue preservar valor? Discrepâncias entre teoria e realidade
Teoricamente, o ouro, como ativo físico e metal precioso reconhecido mundialmente, não deve depreciar-se como o papel-moeda, que pode perder valor devido a políticas ou riscos bancários. Contudo, a realidade é mais complexa.
Investidores renomados, como Warren Buffett, mantêm uma postura cética, argumentando que o ouro não é uma necessidade de investimento — pois seu valor é puramente determinado pela oferta e demanda, sem gerar fluxo de caixa, dividendos ou juros, e, portanto, não cria riqueza por si só.
Historicamente, apesar do aumento impressionante do ouro desde 2024, uma análise de 50 anos revela que o ouro passou por apenas duas grandes fases de alta clara, enquanto outros períodos ficaram em consolidação. Ao mesmo tempo, o mercado de ações, mesmo com várias quedas, apresentou crescimento de longo prazo muito superior ao do ouro.
Isso demonstra que o investimento em ouro não deve ser visto como uma estratégia de “comprar e manter” para preservar valor automaticamente, mas sim como uma compreensão de suas características e a adoção de estratégias adequadas. As oscilações de curto prazo não devem assustar o investidor; o verdadeiro retorno vem de entender o ritmo do mercado.
Seis formas de investir em ouro, todas detalhadas
1. Ouro físico: o método mais tradicional, porém menos conveniente
Comprar barras, moedas ou outros itens físicos é a forma mais antiga de investir em ouro. Bancos, joalherias e casas de penhores vendem esses ativos, sendo indicado para investidores conservadores com forte consciência de risco. O ouro físico realmente protege contra a inflação, mas apresenta desvantagens evidentes:
Vantagens: característica de moeda forte, função de preservação de valor
Desvantagens: sem rendimento de dividendos, baixa liquidez, altos custos e riscos de armazenamento, preço de revenda muitas vezes desfavorável
Ao adquirir, é importante verificar marca, pureza (padrão de 99,99%), peso, certificado e reputação do vendedor. Joias de ouro, como colares, não são recomendadas para investimento, pois a diferença entre compra e venda costuma ser grande. As melhores opções continuam sendo barras e moedas.
2. Ouro em conta (ouro de papel): opção de baixo custo oferecida por bancos
O ouro em conta registra o valor em papel, sem a necessidade de possuir fisicamente o ouro, com preço atrelado ao valor do ouro à vista. Pode ser comprado em bancos, com possibilidade de troca por ouro físico ou manutenção na conta. Diversos bancos em Taiwan oferecem esse serviço.
Vantagens: valor de entrada baixo (a partir de 1 grama), sem taxa de abertura de conta, sem preocupações com armazenamento
Desvantagens: custos de transação mais elevados, sem juros, mais indicado para manutenção de longo prazo do que para operações de curto prazo
O lucro vem da diferença entre compra e venda, não sendo ideal para negociações frequentes.
3. ETF de ouro: a melhor escolha para investidores de ações
O ETF de ouro é um fundo negociado em bolsa, que investe principalmente em ativos de ouro. Pode ser comprado como uma ação, através de plataformas de corretoras. O maior ETF de ouro do mundo é o SPDR Gold ETF (GLD.US), enquanto na bolsa de Taiwan há o ETF Yuan Tai S&P Gold Inverse 1 (00674R.TW).
Vantagens: baixo limite de entrada, custos relativamente baixos, operação prática, negociação em tempo real
Desvantagens: limitado ao horário de funcionamento do mercado de ações, cobrança de taxa de administração do fundo
Ideal para investidores iniciantes, com facilidade de uso e bom custo-benefício.
4. Ações de mineradoras de ouro: participação indireta no crescimento do setor
Investir em ações de empresas mineradoras de ouro é uma forma indireta de exposição. O mercado de ações dos EUA oferece várias opções, como Barrick Gold (ABX.US), Newmont Mining (NEM.US), Goldcorp (GG.US), entre outras. A maioria das corretoras suporta esse tipo de operação.
Vantagens: baixo limite de entrada, negociação fácil, taxas menores
Desvantagens: maior divergência em relação ao preço do ouro à vista, impacto significativo das condições operacionais das empresas
Esse tipo de investimento é influenciado por fatores como gestão da empresa, estrutura acionária, além do preço do ouro, mas sua correlação direta é menor do que a de investimentos diretos em ouro.
5. Futuros de ouro: instrumentos de alta alavancagem e risco para operações de curto prazo
Os contratos futuros de ouro são negociações de contratos padronizados, originados nas bolsas americanas, geralmente acessados por corretoras de futuros. Existem diversos tamanhos e regras, incluindo versões micro de menor valor de entrada, a partir de alguns centenas de dólares.
Características principais: contratos com vencimento, obrigando o investidor a liquidar ou rolar antes do prazo, com operações complexas de entrega e rolagem. A alavancagem pode ampliar ganhos, mas também perdas.
Vantagens: uso de alavancagem, alta eficiência de capital, negociação T+0, possibilidade de operar em ambos os sentidos
Desvantagens: modelos complexos, alta barreira de entrada, necessidade de conhecimento avançado, risco de alavancagem
Mais indicado para traders de curto prazo, não recomendado para iniciantes.
6. CFD de ouro: uma opção moderna, flexível e prática
O CFD (Contrato por Diferença) acompanha o preço do ativo subjacente, sem possuir fisicamente o ouro. O CFD de ouro acompanha o preço do ouro à vista (XAUUSD), geralmente negociado por plataformas de forex.
Vantagens: sem posse física, negociação T+0, contratos simples, baixo valor mínimo (a partir de 0,01 lote), sem data de vencimento, sem complicações de rolagem. Para investidores de ações, a lógica de operação é familiar, podendo negociar ouro, forex, ações e índices na mesma conta.
Vantagens: baixo limite de entrada, flexibilidade de operar em ambos os sentidos, regras simples, acessível para pequenos investidores, sem limite de tempo
Desvantagens: risco de alavancagem que exige gestão cuidadosa
Em comparação com futuros, o CFD de ouro oferece maior flexibilidade de especificações e operação mais prática. Ainda assim, o uso de alavancagem requer controle rigoroso de riscos.
Tabela rápida de instrumentos de investimento: Futuros vs CFD
O ritmo e ciclo de longo prazo do investimento em ouro
Na prática, o preço do ouro possui um “ritmo” próprio. Observações históricas indicam que o ouro passa por ciclos de alta de aproximadamente 10 anos, seguidos de alguns anos de correção. Esses ciclos estão relacionados ao ambiente econômico, força do dólar, taxas de juros e sentimento de risco global.
Quando há turbulência no mercado de ações, aumento da inflação ou incerteza econômica, o ouro tende a atrair capital e subir de preço; em períodos de estabilidade econômica e mercado de ações em alta, o tendência pode consolidar-se ou ficar em consolidação.
Em uma visão de longo prazo, há também o “super ciclo” — quando mudanças estruturais na economia global, como crescimento acelerado de mercados emergentes ou aumento na demanda por recursos, impulsionam o ouro por décadas. Isso sugere que, mesmo com volatilidade de curto prazo, a tendência de longo prazo permanece clara.
Dicas práticas: como investir em ouro de forma mais inteligente
Iniciantes não precisam acompanhar o mercado diariamente. Basta observar três indicadores principais: o dólar, as taxas de juros e o sentimento de proteção, para identificar se o ouro está entrando em um novo ciclo de alta.
Investidores de pequeno porte podem começar com extratos de ouro, ETFs ou plataformas online, acumulando experiência gradualmente. Para operações de curto prazo, o CFD de ouro, com seu baixo custo, flexibilidade de dupla direção e alavancagem, é uma boa opção — com um investimento mínimo de apenas 10 dólares para abrir uma operação.
Lembrete importante: independentemente do instrumento escolhido, utilize sempre ferramentas de gestão de risco como stop loss, take profit e trailing stop. A alavancagem pode ampliar ganhos, mas também perdas, portanto, é fundamental praticar com pequenas quantias, com baixa alavancagem, e aumentar gradualmente a experiência e compreensão do mercado.
Conclusão
Investir em ouro desempenha um papel cada vez mais importante na alocação de ativos moderna. Seja para proteção contra a inflação, diversificação de risco ou oportunidades de curto prazo, o mercado oferece uma variedade de ferramentas. O segredo está em escolher a melhor estratégia de acordo com seu perfil de risco, horizonte de investimento e capital disponível. Compreender as características do ouro, entender os ciclos de mercado e gerenciar riscos rigorosamente são os pilares para o sucesso a longo prazo.