Os mercados financeiros globais registaram uma ligeira recuperação no fim de semana, a depreciação do iene intensificou-se e a prata atingiu um máximo histórico

A decisão do Banco do Japão de aumentar as taxas de juro estimulou o mercado a reavaliar-se, com os mercados globais a apresentarem uma tendência moderada de subida no fim de semana. Os três principais índices bolsistas dos EUA subiram, sendo o Nasdaq a liderar com um aumento de 1,31%, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 subiram 0,38% e 0,88%, respetivamente. Os mercados europeus também avançaram, com os índices do Reino Unido, França e Alemanha a apresentarem variações mistas, entre 0,01% e 0,61%.

Pressão de depreciação do iene persiste, novo aviso de intervenção

O Ministro das Finanças do Japão, Shunichi Suzuki, afirmou aos meios de comunicação após participar numa reunião online do G7 que o iene continuou a enfraquecer após o aumento das taxas pelo Banco do Japão, e que o governo tomará as medidas necessárias para lidar com a volatilidade excessiva da taxa de câmbio. O USD/JPY subiu 1,39%, aproximando-se do nível de 158,0, uma volatilidade unilateral acentuada que já alertou as autoridades de Tóquio.

Suzuki destacou que qualquer intervenção será baseada no quadro do comunicado conjunto Japão-EUA assinado em setembro, com foco na resposta à volatilidade especulativa. Apesar de o Banco do Japão ter iniciado o processo de aumento das taxas (com um aumento de 25 pontos base), as expectativas do mercado quanto às próximas políticas permanecem incertas. Os dirigentes do banco central afirmaram que a decisão de subir as taxas decorreu de melhorias nas tendências de salários e preços, com o objetivo de atingir uma inflação de 2% de forma sustentável.

A taxa de rendimento dos títulos do governo japonês a 10 anos ultrapassou 2%, atingindo um máximo desde 1999, indicando que o mercado está a reavaliar o ritmo de aumento das taxas pelo Banco do Japão. Simultaneamente, o rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA a 10 anos subiu 3 pontos base, para 4,15%, enquanto o rendimento a 2 anos aumentou para 3,492%.

Mercado de commodities em destaque, prata a atingir novo recorde

A procura de investimento e a tensão na oferta impulsionaram o preço da prata, que esta semana ultrapassou os 67,0 dólares por onça, atingindo um máximo histórico. O ouro fechou em segundo dia consecutivo com uma vela de indecisão, cotado a 4.338,6 dólares por onça, com uma subida de 0,14%. O petróleo WTI subiu 1,14%, para 56,5 dólares por barril.

O índice de medo VIX caiu 11,57%, indicando uma melhoria no sentimento do mercado, o que está relacionado com a redução do risco de liquidação de posições após o aumento das taxas pelo Banco do Japão. Os resultados do primeiro trimestre da Micron Technology foram sólidos, reforçando o sentimento positivo no setor tecnológico.

Tecnologias lideram a subida na bolsa dos EUA, mas dúvidas sobre o consumo

Sexta-feira foi o dia de vencimento de vários contratos futuros e opções na bolsa dos EUA, totalizando um valor de contratos de 7,1 biliões de dólares. As ações do setor tecnológico destacaram-se, com a Nvidia a subir 3,9%, a maior entre os componentes do Dow Jones, enquanto a Broadcom subiu 3,2% e a Oracle atingiu uma subida máxima de 6,6%. O índice China Golden Dragon subiu 0,86%.

Contudo, os sinais do lado do consumo não são animadores. A Nike, devido ao fraco desempenho das suas operações na China, caiu 10,5%. O índice de confiança do consumidor dos EUA para dezembro subiu apenas 1,9 pontos, para 52,9, abaixo da previsão de 53,5 dos economistas. O índice de condições atuais atingiu um mínimo histórico de 50,4, com os consumidores a mostrarem uma disposição de compra de bens duradouros ao nível mais baixo de sempre.

Divergências entre os dirigentes do Fed, cenário de cortes de juros mais complexo

O presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, afirmou numa entrevista à CNBC que o Fed não sente atualmente necessidade urgente de ajustar as taxas de juro. Considera que as medidas de corte de juros já colocaram a política monetária numa posição adequada, sendo importante equilibrar o controlo da inflação com a proteção do mercado de trabalho. Williams destacou que os dados de inflação de novembro têm fatores de distorção técnica, e que a inflação básica continua a evoluir em direção à meta de 2%.

Por outro lado, o presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, adotou uma postura mais cautelosa, defendendo que, após três cortes consecutivos (um total de 75 pontos base), o Fed deve pausar as alterações nos próximos meses. Mester opõe-se à recente decisão de cortar juros, preocupada mais com o risco de aumento da inflação do que com o enfraquecimento do mercado de trabalho, defendendo manter a taxa de juro de referência entre 3,5% e 3,75% até à primavera.

Volatilidade cambial aumenta, dólar mantém força

O índice do dólar subiu 0,3%, para 98,7. Para além do USD/JPY, que se aproxima de 158,0, o euro caiu 0,12%. A normalização da política monetária do Banco do Japão poderá levar o Fed a acelerar o corte de juros, sendo este um dos principais focos do mercado. Os planos de compra de ativos do Fed (RMPs), que têm efeitos semelhantes ao de uma flexibilização quantitativa, complicam ainda mais o cenário de política.

Mercado de criptomoedas ajusta-se ligeiramente

Bitcoin caiu 0,34% nas últimas 24 horas, para 88.020 dólares, enquanto o Ethereum desceu 0,03%, para 2.976 dólares. No mercado de Hong Kong, o índice Hang Seng Night Futures fechou a 25.843 pontos, com uma subida de 118 pontos, 152 pontos acima do fecho de ontem.

Do outro lado do Atlântico, crise da dívida na França revela-se

A negociação do orçamento de 2026 na França entrou em impasse, com o rendimento dos títulos a 30 anos a subir para 4,525%, atingindo um máximo desde 2009. Este desenvolvimento reflete uma nova divergência na política económica internacional, em contraste com o aumento das taxas pelo Banco do Japão.

Corrida espacial aquece, Trump redefine prioridades

O Presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou oficialmente que os EUA vão priorizar a missão de retorno à Lua até 2028, com a construção de uma base lunar, deixando de lado temporariamente a missão a Marte. Esta nova política espacial visa ultrapassar os avanços da China na exploração lunar — Pequim planeia completar a missão de pouso na Lua e estabelecer uma base até 2030.

Trump assinou também uma ordem executiva autorizando a instalação de reatores nucleares na Lua e em órbita, incluindo objetivos de proteger o espaço de ameaças militares. O bilionário Elon Musk tomou posse como o 15º diretor da NASA, liderando o avanço do programa Artemis.

Controlo de exportações de chips reforçado, Congresso pressiona regulação de IA

O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, liderado pelo republicano Mike McCaul, propôs na sexta-feira a Lei de Regulação de IA, exigindo que as vendas de chips de IA a países adversários sejam comunicadas ao Congresso. Segundo o projeto, qualquer processador com desempenho igual ou superior ao H200 da Nvidia estará sujeito a regulação.

O próprio Trump, no início do mês, prometeu permitir a exportação de chips de IA H200 para a China, o que gerou resistência por parte dos republicanos no Congresso, que defendem a implementação de um procedimento de supervisão semelhante ao de vendas militares.

Lucros do ByteDance sobem, aproximando-se do nível anual da Meta

Fontes próximas do assunto indicam que a ByteDance, dona do TikTok, poderá alcançar cerca de 50 mil milhões de dólares de lucro em 2025, um recorde histórico. Os primeiros três trimestres já geraram cerca de 40 mil milhões de dólares de lucro líquido, superando as previsões internas. Se continuar nesta trajetória, o lucro anual da ByteDance estará próximo dos cerca de 60 mil milhões de dólares previstos pela Meta.

A ByteDance assinou um acordo vinculativo para dividir os negócios do TikTok nos EUA numa joint venture com investidores americanos (incluindo a Oracle), garantindo operações e reduzindo o controlo chinês. As autoridades reguladoras chinesas ainda não se pronunciaram sobre a transação.


Dados de mercado

Ativo Último valor Variação
Bitcoin $91.15K +1,30%
Ethereum $3.14K +1,06%
Ouro $4.338,6/oz +0,14%
Prata $67,0+/oz Novo máximo
Dólar Index 98,7 +0,3%
USD/JPY Perto de 158,0 +1,39%
Dow Jones +0,38%
S&P 500 +0,88%
Nasdaq +1,31%
ETH-2,1%
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