De acordo com o jornal britânico «Financial Times», a Tencent está a liderar negociações com os investidores originais da Manus para uma operação de recompra. A empresa planeia recomprar à Meta o controlo desta empresa de agentes de IA, com uma avaliação de 2 mil milhões de dólares (cerca de 136 mil milhões de yuan renminbi). Após a conclusão da recompra, a Tencent deverá tornar-se o maior acionista individual. A Manus continuará a operar como uma empresa independente em Singapura, sem ser integrada no ecossistema da Tencent, e tem como objetivo a futura listagem das suas ações na bolsa de Hong Kong (ações H).
Crescimento acelerado da Manus: ARR ultrapassa 1 mil milhões de dólares em 8 meses
De acordo com o relato, a Manus foi fundada em Singapura, em março de 2025, por Xiao Hong, Ji Yi Chao e Zhang Tao. A empresa posiciona-se como «o primeiro agente de IA de uso geral no mundo», capaz de executar de forma autónoma tarefas complexas na nuvem, como compra de bilhetes, investigação e processamento de dados. O crescimento tem sido extremamente rápido: o ARR ultrapassou 1 mil milhões de dólares apenas ao fim de 8 meses. Até ao final de 2025, a Meta concluiu a aquisição com um valor superior a 2 mil milhões de dólares, tornando-se a terceira maior operação da história das aquisições da Meta.
Em abril de 2026, as autoridades reguladoras chinesas, ao abrigo do «Regulamento sobre a Revisão de Investimentos Estrangeiros para Segurança», exigiram que a Meta anulasse o negócio e restaurasse a situação anterior, num caso raro em que a China exigiu a reversão de uma aquisição já concluída por capital estrangeiro com fundamento em segurança nacional.
Antecedentes: por que motivo a regulação chinesa anulou a aquisição da Meta
De acordo com o relato, em abril de 2026 as autoridades reguladoras chinesas exigiram que a Meta anulasse a operação de aquisição da Manus ao abrigo do «Regulamento sobre a Revisão de Investimentos Estrangeiros para Segurança», com base na segurança nacional e em tecnologias críticas. A medida foi descrita como «sem precedentes», isto é, como uma exigência para que o capital estrangeiro desfaça uma aquisição já concluída e restaure a situação anterior.
A recompra é vista como uma «viragem contra o vento», devolvendo às mãos do capital chinês o controlo da Manus. Após a conclusão completa da recompra, a Tencent deverá tornar-se o maior acionista individual, mas sem controlo; a Manus mantém a sua estrutura legal de empresa independente em Singapura.
Intenção estratégica da Tencent: em 2025, investimento de 85,75 mil milhões para colmatar a lacuna em agentes de IA de uso geral
De acordo com o relato, o investimento de I&D da Tencent em 2025 ascende a 857,5 milhões de yuan renminbi, e a empresa dispõe de forte capacidade de computação e de modelos de base. No entanto, ainda existem lacunas em produtos de agentes inteligentes de uso geral com capacidade de funcionar em múltiplas plataformas e de execução autónoma. A arquitetura tecnológica da Manus destaca-se pelo «enfoque orientado pela engenharia», capaz de criar uma forte sinergia com o ecossistema existente da Tencent, incluindo WeChat e WeChat para empresas — esta é a motivação estratégica central para a presente recompra.
Neste momento, o ARR da Manus já está entre 400 e 500 milhões de dólares, ou seja, mais do que quatro vezes o valor de cerca de 1 mil milhões de dólares aquando da aquisição pela Meta. Se se considerar esta taxa de crescimento, a avaliação de 2 mil milhões de dólares para a recompra representa, para os acionistas originais, algo semelhante a um «negócio com desconto». A Manus continua a enfrentar o avanço de concorrentes open-source como a OpenClaw e a incerteza sobre se conseguirá manter o crescimento fora do ecossistema da Meta.
Perguntas frequentes
Como será estruturada a participação acionista e a relação de negócios entre as duas partes após a recompra da Manus pela Tencent?
De acordo com o relato, a Tencent prevê tornar-se o maior acionista individual da Manus, mas sem exercer controlo. A Manus continuará a operar como uma empresa independente em Singapura, sem ser integrada no ecossistema da Tencent. O objetivo da empresa é a futura listagem no mercado acionista de Hong Kong (Hong Kong). As percentagens exatas de participação e a estrutura da empresa dependerão do acordo formal.
Porque é que a regulação chinesa exige que a Meta anule a aquisição da Manus?
De acordo com o relato, em abril de 2026 as autoridades reguladoras chinesas, ao abrigo do «Regulamento sobre a Revisão de Investimentos Estrangeiros para Segurança», exigiram que a Meta anulasse a operação de aquisição concluída no final de 2025, com base em segurança nacional e em tecnologias críticas. Isto é descrito como um pedido sem precedentes para que o capital estrangeiro desfaça uma aquisição já concluída. A base regulatória específica depende do anúncio oficial chinês.
Como está o desempenho de crescimento dos negócios da Manus e qual é o ARR actual?
De acordo com o relato, o ARR da Manus subiu de cerca de 1 mil milhões de dólares aquando da aquisição pela Meta (no final de 2025) para os atuais 400 a 500 milhões de dólares, com um crescimento de mais de quatro vezes. Após a fundação inicial da Manus em março de 2025, o ARR ultrapassou 1 mil milhões de dólares apenas em 8 meses. Os números concretos dos negócios dependem das divulgações oficiais da Manus.