Na terça-feira (22 de julho), as ações da Tesla subiram 3% antes do relatório de resultados do segundo trimestre da empresa; na quarta-feira, enquanto analistas apresentavam leituras contrastantes sobre o desempenho de curto prazo do fabricante de veículos elétricos e sobre a credibilidade da sua comunicação.
Gene Munster, da Deepwater Asset Management, espera que as margens brutas de automóveis do 2T da Tesla, excluindo créditos, excedam a estimativa de 19,5% do Wall Street, citando quase 480.000 entregas, mais 25% em termos homólogos. No entanto, Munster assinalou o aumento dos investimentos de capital como um risco, projetando 6,7 mil milhões de dólares em capex no 2T e alertando que as previsões para o ano inteiro poderão exceder o consenso atual de 25,6 mil milhões de dólares. Gary Black, da The Future Fund, defendeu que os adiamentos repetidos de prazos no Robotaxi — incluindo a alegação de Elon Musk, no 2T de 2025, de que metade da população dos EUA teria cobertura até ao final do ano — deterioraram a credibilidade da gestão da Tesla, criando “vetores de ataque desnecessários e desilusão”. Espera-se que os investidores levantem questões sobre a implementação do robotaxi, a produção do Optimus e a especulação sobre uma eventual fusão entre a Tesla e a SpaceX na conferência de resultados.