Goldman Sachs proíbe funcionários de negociarem em mercados de previsão

O Goldman Sachs teria proibido seus funcionários de negociar certos contratos de mercados de previsão, segundo um relatório da CNBC em 10 de julho. A instituição financeira proibiu a equipe de negociar contratos relacionados a eleições, mercados financeiros, dados macroeconômicos e geopolítica, além de eventos específicos do próprio Goldman Sachs. A medida acontece em meio a preocupações crescentes com negociações com base em informação privilegiada em mercados de previsão, após um caso recente em que um funcionário do Google foi acusado de usar informações privilegiadas para lucrar quase US$ 1,2 milhão no Polymarket. Os mercados de previsão têm registrado crescimento explosivo, com o volume mensal de negociação combinado nas plataformas Polymarket e Kalshi subindo de menos de US$ 5 bilhões em setembro de 2025 para cerca de US$ 24 bilhões em abril de 2026, segundo o Pew Research Center. A rápida expansão desses mercados levantou questões sobre como corporações e instituições financeiras devem regulamentar a participação de funcionários para impedir o uso indevido de informações privilegiadas.

Crescimento de mercados de previsão aumenta preocupações com negociação com informação privilegiada

Os mercados de previsão surgiram como um setor em alta, com plataformas como Polymarket e Kalshi ganhando popularidade crescente entre traders. O Polymarket, um mercado de previsão baseado em cripto, ocupa a liderança na indústria. A plataforma integra pagamentos em cripto ao permitir que usuários paguem com o stablecoin USDC da Circle para prever eventos como preços futuros do Bitcoin (BTC), decisões corporativas, resultados de partidas de basquete e resultados de eleições. Traders podem depositar criptomoedas por meio da rede blockchain da Polygon e negociar ações que representam a probabilidade de resultados futuros específicos.

Em março de 2026, a Polymarket adquiriu a Brahma, uma startup de infraestrutura de cripto e finanças descentralizadas (DeFi), para simplificar sua infraestrutura de blockchain para usuários. A aquisição indicou o compromisso da Polymarket com suas raízes em cripto desde seu início.

De acordo com o Pew Research Center, o volume mensal global de negociação combinado no Polymarket e Kalshi aumentou de menos de US$ 5 bilhões em setembro de 2025 para cerca de US$ 24 bilhões em abril de 2026. Esportes, política e criptomoeda responderam por 90% do volume nessas plataformas por dois anos. A Bernstein estimou que os volumes dos mercados de previsão crescerão para cerca de US$ 1 trilhão até 2030.

No entanto, casos de negociação com informação privilegiada têm afetado os mercados de previsão. Um funcionário do Google foi recentemente acusado de usar informação privilegiada para comprar vários contratos relacionados ao Google no Polymarket e lucrar quase US$ 1,2 milhão.

Goldman Sachs proíbe funcionários de negociar contratos específicos de mercados de previsão

O Goldman Sachs (NYSE: GS) está tomando medidas para controlar o comportamento de negociação com informação privilegiada, informou a CNBC em 10 de julho. De acordo com o relatório, o Goldman Sachs proibiu seus funcionários de negociar contratos relacionados a eventos específicos para o banco de investimento. A proibição também se estende a contratos relacionados a eleições, mercados financeiros, dados macroeconômicos e geopolítica.

Quando o TheStreet Roundtable entrou em contato com o Goldman Sachs para confirmar a reportagem da CNBC, um representante do banco recusou-se a comentar.

“As instituições financeiras têm grandes departamentos de conformidade”, disse Lara Shortz, sócia do Michelman & Robinson em sua prática de relações trabalhistas e emprego, à publicação. “Eles passam muito tempo elaborando políticas relacionadas à negociação e ao uso de informações.”

Poucas empresas divulgam políticas de negociação em mercados de previsão

A CNBC afirmou que contatou 50 empresas que têm contratos sobre detalhes de seus negócios em plataformas de mercados de previsão. Apenas três empresas revelaram ter políticas relacionadas à negociação em mercados de previsão, enquanto outras duas disseram que estão avaliando ativamente o assunto.

Perguntas frequentes

O que o Goldman Sachs teria proibido em 10 de julho?

O Goldman Sachs teria proibido seus funcionários de negociar certos contratos de mercados de previsão, segundo um relatório da CNBC em 10 de julho. A proibição cobre contratos relacionados a eleições, mercados financeiros, dados macroeconômicos, geopolítica e eventos específicos do próprio Goldman Sachs.

Por que o Goldman Sachs implementou essa proibição de negociação?

A medida acontece em meio a preocupações crescentes com negociação com base em informação privilegiada em mercados de previsão. Um caso recente envolveu um funcionário do Google que foi acusado de usar informação privilegiada para comprar contratos relacionados ao Google no Polymarket, lucrando quase US$ 1,2 milhão.

Quanto cresceu o volume de negociação de mercados de previsão?

De acordo com o Pew Research Center, o volume mensal global de negociação combinado no Polymarket e Kalshi aumentou de menos de US$ 5 bilhões em setembro de 2025 para cerca de US$ 24 bilhões em abril de 2026. A Bernstein estimou que os volumes dos mercados de previsão crescerão para cerca de US$ 1 trilhão até 2030.

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